Gostei:
— de voltar a ouvir falar da Mata do Buçaco (na Serra do Luso, Mealhada), que anda tão esquecida e parece estar a ganhar a dimensão que merece;
— de saber que todo o conjunto florestal e edificado do Buçaco vai ser proposto a património mundial;
— dos planos de recuperação dos estragos e da incúria que condenaram ao abandono o conjunto do Buçaco;
— de perceber que ainda é tempo de repor o conjunto, património mundial ou não, como património nacional nas condições desejáveis.
Não gostei:
— de saber que o caso está entregue (imagine-se) a uma Fundação Mata do Buçaco, criada em 2009 pelo ex-ministro da Agricultura de má memória Jaime Silva, autor de um sonoro «póssamos» televisivo;
— de perceber que a Fundação Mata do Buçaco ainda anda às voltas com eventuais projectos de financiamento próprio, sendo Portugal o único país do mundo em que há fundações que são criadas sem capital próprio para aplicar e multiplicar, as quais sobrevivem à custa do Orçamento do Estado, como é o caso da Fundação Mata do Buçaco;
— das palavras à RTP do presidente da Fundação Mata do Buçaco, António Jorge Franco de seu nome, pessoa certamente próxima de Jaime Silva e da escola deste, o qual foi à televisão faz hoje oito dias falar das coisas «que vão haver» na Fundação e na Mata;
— de concluir que, passada uma semana sobre aquele aparecimento televisivo, a dispensável Fundação Mata do Buçaco e António Jorge Franco se mantenham à mesa do nosso desgraçado Orçamento do Estado.



Boa lembrança, João. Há meses que ando para escrever sobre isto aqui. Uma preguiçosa, é o que é. Ainda bem que pegaste no assunto, embora eu não tenha visto o programa. O Buçaco, a mata, o Luso, etc, são uma autêntica ‘jóia da coroa’ portuguesa a que poucos ligam, mesmo – ou especialmente – os autóctones. (Sou muito suspeita porque tenho um ‘apanhamento’ total pelo sítio, de toda a vida). Mas… espírito empresarial, por ali… só mesmo aqui so/PT/index.aspx 7/malo-clinic-e-o-luso.html
http://www.maloclinicspa.com/termasdelu
e
http://nofiodotempo.blogspot.com/2009/0
Boa documentação, Laura. Também sou apanhado pela região, mas não perdeste nada com o programa.
O Buçaco está associado à lua-de-mel dos meus pais (que não é do meu tempo!), tal como o Luso está associado a um campeonato mundial de ténis em que o meu pai participou (ainda em solteiro).
Também há uma Fundação Luso (particular?) virada à conservação dos trilhos de água seculares e do que os envolve, mas pouco sei sobre ela. A Fundação Mata do Buçaco é que acho um descoco, pois não é razoável nem aceitável que tivesse sido necessário criá-la para proceder à recuperação do património e à proposta à UNESCO.
(O livro da Justiça está encaminhado? Estou nas tuas mãos…)
Que engraçadas memórias pré-fetais 😉 Não me digas que te ficaste por aí em matéria de turismo Luso-Buçaco-Curia, João, tss tss… Tens de te actualizar, olha que tem muito charme. Quando quiseres eu faço-te uma visita guiada.
(ontem já iniciei as ‘hostilidades’ sobre o livro, não vou largar…)
Como há muito não passo por aquela região na qualidade pós-feto, não dispensarei essa visita guiada. Vai tomando nota.
(Aguardo em pulgas.)