Alberto João Jardim, o homem ketchup


Rui Rocha,

 

Em Pindobaçu, na Bahia, Maria Nilza amava Virlan Anastácio e contratou Carlos Roberto para matar Iranildes, a mulher do primeiro. Prevenida, Maria Nilza acordou o pagamento (400€, ao que se sabe) contra factura, digo, contra prova do crime. E esta apareceu: a fotografia de Iranildes, aparentemente ensanguentada e com uma faca espetada no corpo. Uns dias mais tarde, porém, veio a descobrir-se a tramóia quando Maria Nilza encontrou Iranildes na rua, jovial e cheia de saúde. Afinal, a roupa de Iranildes tinha apenas ketchup e a faca estava presa na axila. Por cá, também temos a nossa Pindobaçu. Por estes dias, chama-se Madeira e, não sendo na Bahia, fica ali no Oceano Atlântico. O protagonista principal da nossa novela é Alberto João Jardim. Para continuar com a torneira do orçamento aberta, ameaça-nos com a independência. Mas, não é sangue independentista que lhe mancha o fato de carnaval. É apenas ketchup. Comprado com os nossos impostos. Todos sabemos que Alberto João Jardim está tão mortinho pela independência como Iranildes tinha vontade de morrer. Falta apenas falar da faca na axila. Essa, foi Passos Coelho que a cravou.

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