Se é do verbo “aderir”, lembro também outro erro: a enorme confusão no uso dos substantivos “adesão” e “aderência”, que derivam desse verbo. A avaliar pelo discurso de políticos, opinion makers e jornalistas, há muita gente “colada” a ideias e a causas neste país… 😉
Fui a Merida, este fim-de-semana, numa iscurção. Inquanto admirava o tiatro Romano, passou pre mim uma Espanhola que transpirava “salero” por cada poro; merdi-a toda daltabáxo; ela não achou piada ninhuma e desatou a chamar pelo marido – Ademir… ó Ademir llega a las manos de este porcina-tuga que nunca a visto a una mujer. Bem… bem, disseu ó spanhol que já se vinha a infeitar cá co je; vê lá saqui o Edimar te faz a folha e tafinfa uma cabeçada. O spanhol precebeu ca coisa tavasa complicar pró lado dele e intão deu uma de faternidade pininsulare e perguntou-me se não cria aderir com ele a umas bejecas e umas tapas. Ah, assim já táz a falare milhore disselheu… bute lá então pá buba. E prontes, deixamos a Ramide a vesitare o Tiatro e a transpirar salero e lá fomos pós copos. Assim quentrámos no primeiro bar, o Admir topou logo uns bacanos la da terra que nos convidaram pá mesa deles e perguntaram; vocês não adirem aqui a uns drinques? Ai não que não, respondilheu… e Lolitas? ha por aí?!
Mudei de besinhos ressentemente. Depois dalgumas obritas bem ruidozas de destruisson e novamente reconstrusson, com todos os xeiros açoçiados, seijam colas, vernises e tintas pelásticas, vieram os móveis e a nova familia. Ca família, veio um brinde eistra: umamostra de com, capezar do tamanho, não para deganir, cumo se diço dependeçe o çeu cresssimento. Ou intom tem ordes pramostrar que vivali gente e cozoutros ao lado nem podem respirare. Todozos dias digo pramim própria: àdirem, há-dem! E que seija rápidu! Vou faser queicha ao conduminio e vai çeraçim: ou ele himudece duma vês, ou intom que sinxarque em Chanacse. Antes ele queu. Mas pra já, adiram a uma moda jira: todozos dias é natal, os sapatinhos perfilãosse à entrada daporta! Cumo dis o outro: Natal é çempre co homem quizer!
– Então, eles sempre vão ou não vão?
– Àdirem, àdirem, mas não é para já…
😉
Àdirem hádem 🙂
Se é do verbo “aderir”, lembro também outro erro: a enorme confusão no uso dos substantivos “adesão” e “aderência”, que derivam desse verbo. A avaliar pelo discurso de políticos, opinion makers e jornalistas, há muita gente “colada” a ideias e a causas neste país… 😉
Axo impreçionante.
Um clássico, Ana.
Talvez esteja relacionado como “hádem” do Jorge Coelho…
Errata: “com o” e não “como”.
Bem lembrado.
Elese delirem, é o que é.
Delirem e não é pouco.
Fui a Merida, este fim-de-semana, numa iscurção.
Inquanto admirava o tiatro Romano, passou pre mim uma Espanhola que transpirava “salero” por cada poro; merdi-a toda daltabáxo; ela não achou piada ninhuma e desatou a chamar pelo marido – Ademir… ó Ademir llega a las manos de este porcina-tuga que nunca a visto a una mujer.
Bem… bem, disseu ó spanhol que já se vinha a infeitar cá co je; vê lá saqui o Edimar te faz a folha e tafinfa uma cabeçada.
O spanhol precebeu ca coisa tavasa complicar pró lado dele e intão deu uma de faternidade pininsulare e perguntou-me se não cria aderir com ele a umas bejecas e umas tapas.
Ah, assim já táz a falare milhore disselheu… bute lá então pá buba.
E prontes, deixamos a Ramide a vesitare o Tiatro e a transpirar salero e lá fomos pós copos. Assim quentrámos no primeiro bar, o Admir topou logo uns bacanos la da terra que nos convidaram pá mesa deles e perguntaram; vocês não adirem aqui a uns drinques?
Ai não que não, respondilheu… e Lolitas? ha por aí?!
Excelente, Bartolomeu!!!!!!
Valha-me Deus, Leonor! Isto é, exactamente, o quê?
Aderirem.
Mudei de besinhos ressentemente.
Depois dalgumas obritas bem ruidozas de destruisson e novamente reconstrusson, com todos os xeiros açoçiados, seijam colas, vernises e tintas pelásticas, vieram os móveis e a nova familia.
Ca família, veio um brinde eistra: umamostra de com, capezar do tamanho, não para deganir, cumo se diço dependeçe o çeu cresssimento. Ou intom tem ordes pramostrar que vivali gente e cozoutros ao lado nem podem respirare.
Todozos dias digo pramim própria: àdirem, há-dem!
E que seija rápidu!
Vou faser queicha ao conduminio e vai çeraçim: ou ele himudece duma vês, ou intom que sinxarque em Chanacse. Antes ele queu.
Mas pra já, adiram a uma moda jira: todozos dias é natal, os sapatinhos perfilãosse à entrada daporta!
Cumo dis o outro: Natal é çempre co homem quizer!
Ahahahahahahah
Excelente! Quanta imaginação, macarvalho 🙂
Bezinhos é ali no post mais açima 🙂