18 comentários em “Cinquenta bordoadas na língua de Camões (48)”

  1. Se é do verbo “aderir”, lembro também outro erro: a enorme confusão no uso dos substantivos “adesão” e “aderência”, que derivam desse verbo. A avaliar pelo discurso de políticos, opinion makers e jornalistas, há muita gente “colada” a ideias e a causas neste país… 😉

  2. Fui a Merida, este fim-de-semana, numa iscurção.
    Inquanto admirava o tiatro Romano, passou pre mim uma Espanhola que transpirava “salero” por cada poro; merdi-a toda daltabáxo; ela não achou piada ninhuma e desatou a chamar pelo marido – Ademir… ó Ademir llega a las manos de este porcina-tuga que nunca a visto a una mujer.
    Bem… bem, disseu ó spanhol que já se vinha a infeitar cá co je; vê lá saqui o Edimar te faz a folha e tafinfa uma cabeçada.
    O spanhol precebeu ca coisa tavasa complicar pró lado dele e intão deu uma de faternidade pininsulare e perguntou-me se não cria aderir com ele a umas bejecas e umas tapas.
    Ah, assim já táz a falare milhore disselheu… bute lá então pá buba.
    E prontes, deixamos a Ramide a vesitare o Tiatro e a transpirar salero e lá fomos pós copos. Assim quentrámos no primeiro bar, o Admir topou logo uns bacanos la da terra que nos convidaram pá mesa deles e perguntaram; vocês não adirem aqui a uns drinques?
    Ai não que não, respondilheu… e Lolitas? ha por aí?!

  3. Mudei de besinhos ressentemente.
    Depois dalgumas obritas bem ruidozas de destruisson e novamente reconstrusson, com todos os xeiros açoçiados, seijam colas, vernises e tintas pelásticas, vieram os móveis e a nova familia.
    Ca família, veio um brinde eistra: umamostra de com, capezar do tamanho, não para deganir, cumo se diço dependeçe o çeu cresssimento. Ou intom tem ordes pramostrar que vivali gente e cozoutros ao lado nem podem respirare.
    Todozos dias digo pramim própria: àdirem, há-dem!
    E que seija rápidu!
    Vou faser queicha ao conduminio e vai çeraçim: ou ele himudece duma vês, ou intom que sinxarque em Chanacse. Antes ele queu.
    Mas pra já, adiram a uma moda jira: todozos dias é natal, os sapatinhos perfilãosse à entrada daporta!
    Cumo dis o outro: Natal é çempre co homem quizer!

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