Esta é uma notícia que nos interpela. Podemos, claro, escrever rios de tinta sobre a atitude de uma empresa farmacêutica que corta o fornecimento de medicamentos usados no tratamento do cancro. Pelo visto, já o fez na Grécia e admite fazê-lo em Portugal. Mas, infelizmente, há um conjunto de perguntas anteriores a estas que não cabe à Roche responder. Na verdade, o que é fundamental perceber é quantos estádios de futebol, quantas parcerias público-privadas, quantas auto-estradas, quantas rotundas, quantos parques-escolares, quantos filhos bastardos dos auto-proclamados pais da democracia e do serviço nacional de saúde foram precisos para chegar até aqui. Quantas vezes o nome do estado social foi invocado para dar cobertura a quantos se sentaram à mesa do Estado sem nunca terem intenção de pagar a conta. São perguntas para as quais não é difícil adivinhar a resposta. Mas, a verdade inteira o BES é que sabe.
Portugal Salgado
Rui Rocha,

Tal-qualmente.
Com o novo acordo ortográfico tal-qualmente leva hífen?
Mesmo assim é possivel que os “defensores” dessas causas, apareçam agora a empurrar o assunto,como tem sidohabitual, fazendo-se desentendidos como sempre, para cima da maldade daqueles que eles acham que são os politicos de ocasião ou da falta de regulamentação do capitalismo ou sabe-se lá de quê mais, tudo menos a falência das suas propostas e ideias que conduziram este país a isto…
A cultura da irresponsabilidede, JF.
Cada vez se percebe melhor o conceito de “culpa colectiva”…
Mas, também há abundante bibliografia sobre a culpa solteira.
O caricato é que se a Roche se atrazar no pagamento
de um qualquer imposto…terá penhora pela certa!
Parace que já passámos a Madeira!
Sim, é bem possível que já estejamos para lá do equador, Amendes.
Estou certo que estamos no caminho correcto para um final onde “nos veremos Gregos” para solucioná-lo.
Cumprimentos.
Estamos a caminho, estamos, Adérito.
A Roche faz o que deve fazer.
Imagino quantos médicos e enfermeiros continuariam a trabalhar de graça…
Uma excelente pergunta, Lucky. E sublinho também que na notícia que linkei, o médico que se pronuncia sobre o assunto em nenhum momento refere a necessidade de o Estado português honrar os seus compromissos.
Ora aí está. A Roche não tem obrigação de fornecer os seus produtos se não lhos pagam.
Já tem acontecido, com outros produtos de outros laboratórios, em hospitais portugueses.