Reflexão do dia


Pedro Correia,

«A lenda conta que, em Bizâncio, as elites debatiam ainda o sexo dos anjos quando os turcos assaltavam a cidade. Era uma questão de prioridades. A União Europeia é a nova Bizâncio: debate a sua crise existencial em vez de combater a essência da crise.»

Fernando Sobral, no Jornal de Negócios

12 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Será porque para debater a crise é necessário saber do que se fala?
    Será porque para debater a crise é necessário ter ideias e conhecimentos e vivências?
    Será porque para debater a crise é necessário saber do que se fala?
    Se calhar é por isso que é mais fácil falar do que actuar.

    Cumprimentos!

  2. Mais um a pedir dinheiro aos Alemães. Que surpresa!

    Não querem viver com o que produzem. Querem continuar a viver na bolha.

    1. Mais um que acha que está tudo bem e nada se passa. Mesmo quem seja tão amalucado nas suas alucinações em favor da austeridade e contra o “resgate” terá que concordar que a situação não está boa. A UE tem que mudar alguma coisa, seja em que sentido for. Isto é óbvio para qualquer pessoa que não viva de alucinogénios snifados das páginas dos livros de Hayek.

      1. Tudo bem!?

        Quem deve uma parte da riqueza ao crédito e não aceita cortá-lo está dizer a todos que é incapaz de gerir o que quer que seja.
        Se não tem dinheiro para susbstituir o Audi tem de comprar um Fiat.
        Isto não tem nada que ver com Hayek é senso comum.
        Ou talvez tenha até tenha razão, Hayek e mais uns quantos podem ser o que resta de senso comum.

        A recessão prática – estivemos em recessão durante quase todo o Séc XXI e só o crédito camuflou – deveria ter sido em 2008. Hoje será muito mais dolorosa e daqui a 1 ano ainda mais.

        Se um país não consegue viver com o que produz não interessa euroqualquer coisa. Será insustentável hoje, amanhã ou em qualquer data.

    1. Não, engana-se meu caro. Em Portugal há muito que há liderança. Só não está no Governo, está nos bancos e vem de fora.

      Mais liderança política que isto? Só chutando os banqueiros de S. Bento. Ou trazendo uma ditadurazinha. Sei qual das opções eu preferiria…

  3. A lenda não é justa para com uma Bizâncio que foi protegendo o resto da Europa cristã dos avanços árabes primeiro, e turcos depois. Não fosse o saque de Constantinopla pelos outros cristãos, os católicos sob comando de Veneza, e teria talvez o império sobrevivido mais uns séculos. Nisso talvez se assemelhe à UE: um dos seus membros, mesmo que com algumas diferenças, acaba por ser responsável pelo desmoronar de um império.

    PS – espero que este comentário não surja em duplicado ou triplicado. Estou a ter problemas em o publicar.

  4. Se não fosse tão trágico e real, dava vontade de rir, Pedro.
    Infelizmente, o sorriso desaparece perante a triste realidade.
    Que Europa é esta?
    Onde pára o sonho dos “pais fundadores”?
    Onde raio se esconderam os líderes?
    Do sonho da unidade na diversidade chegámos, de repente, ao pesadelo das vozes desencontradas, dos pensamentos desconexos, da falta de visão, da ausência de uma ideia para o futuro.
    E de soluções credíveis para o presente.
    Onde se discutem temas de transcendente importância como sejam o tamanho das azeitonas e a padronização do verde das ervilhas.
    Um abraço

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