Com o aumento do custo de vida e da carga fiscal, quem auferir salários próximos da média nacional arrisca-se a ficar, depois de feitos os descontos, com um rendimento equivalente aos que são considerados oficialmente pobres. Mas com uma diferença: como não são reconhecidos pela máquina do Estado como pobres, estes contribuintes não beneficiarão dos descontos e isenções que vão contemplar unicamente os “mais carenciados”, o que na prática significa que ficarão numa situação ainda mais vulnerável que a dos que têm direito a receber ajudas do Estado.
Vamos, pois, ter duas classes de pobres, ambas com idêntico nível de rendimentos, mas apenas uma delas com direito a protecção especial. São os pobres oficiais e os proscritos. Os que estão tramados e os que se vão tramar mais ainda. Isto não augura nada de bom…


os novos pobres, estão mais que tramados!! então com este Governo, que de certeza não vive na realidade…um exemplo, o Ministerio da Educação passou o mês todo a discutir com os sindicatos a avaliação dos professores!!?? ( o actual dava, pelo menos, para que este assunto não fosse a prioridade das prioridades deste Governo) quando devia era estar a enviar directivas urgentes para as escolas, para que estas construissem os seus proprios manuais de acordo com os programas do ME e por estes manuais à disposição das familias para os fotocopiarem de acordo com as necessidades educativas dos alunos, assim durante o 1º periodo só havia necessidade dos pais tirarem fotocopias do conteudo programatico desse periodo!! as familias poupavam bastante dinheiro…o que nos tempos actuais…
Não pode ser, tric. É que além de sustentar as despesas do Estado, os portugueses também têm de ajudar certos negócios a enfrentar a crise. É o caso das editoras.
Qunado conseguirmos pagar tudo o que pedimos estamos literalmente nus, até a tanga já se foi, Teresa.
Todos nuzinhos, menos os que puderam desviar algum para off shores, é claro.
Teresa
Pobre, é aquele que vive do nada. Não tem poupança, salário, reforma ou qualquer subsídio. O nada é o sustento baseado na esmola do conjuge ou de amigos. E há pobres destes em Portugal.
Haverá cada vez mais casos de pobreza, João. Com e sem salário.
Já acontece há bastante tempo.
Basta por exemplo você viver longe do trabalho que os custos de se deslocar mais o tempo perdido o podem colocar ao nível de um tipo que vive da assistência. Com o problema de estragar a saúde com muito mais rapidez.
Para muita gente viver de assistência e biscates é uma vida confortável comparado com estar num escritório.
E quem sou eu para criticar as pessoas que decidem viver de expedientes se a alternativa que têm é ficar agarradas a empregos que lhes dão menos sustento?
Salvo raras excepções estamos todos tramados, Teresa. Ou já somos pobres (velhos ou novos) ou somos candidatos ao lugar.
Mais vale oficializar a coisa e ao menos beneficar do apoio do Estado. Sempre fica mais em conta…