
Palmatória de cinco olhos
Um utensílio muito conhecido nas velhas escolas. Fui cliente frequente. Hoje é mais bater nos professores…

Palmatória de cinco olhos
Um utensílio muito conhecido nas velhas escolas. Fui cliente frequente. Hoje é mais bater nos professores…
Também cheguei a provar…
Quem se comportava mal, paciência…
Ora aqui está um objecto que faria muita falta a um certo senhor Baptista…
Ui, fazia falta a muita gente…
Também eu a conheci (era negra e luzidia…). Na minha escola chamava-se “menina dos cinco olhos” e todos tínhamos medo dela. Livra, do que vocês se foram lembrar!
Precisamente: menina de cinco olhos…
Agora usamos métodos mais inovadores… 😉
Acho que a palmatória caiu em desuso ao tornar-se impotente contra as pistolas de 6.5 e 9mm e as naifas de ponta-e-mola…
Ai sim? Eu cá estou mais de acordo com o João Carvalho no comentário abaixo…
E a perversão de funções da régua de madeira, destinada a ensinar geometria no quadro? Apanhei uma das fortes por me ter esquecido de uma vírgula num ditado. Uma pequenita da minha turma, que nem roupas de inverno tinha, levou umas vinte reguadas nas mãos cobertas de frieiras. Talvez em 1961-62.
A régua de madeira era para amadores comparada com a menina de cinco olhos…
Agora são os professores que levam porrada.
Precisamente…
Eu nunca apanhei literalmente falando! Mas apanhei muitas vezes … É que, mesmo sendo pequenina, sentia qualquer coisa que na altura eu não sabia como se chamava, mas que agora nomeio – revolta – quando via meninos com fome e frio a apanhar forte e feio. O que se passou desde este ambiente de algum terror até aos dias de hoje, talvez uns teóricos das ciências da educação o (não) possam explicar! E, possivelmente também, alguns práticos da educação familiar e de “fazedores” da opinião…
:)))
Também nunca apanhei mas partilho a sua revolta. Nunca mais me esqueci de uma sessão de estalos a uma colega minha por causa de uma composição. Ficou-me gravada na memória.
:)))
Não posso gabar-me do mesmo…
a minha mãe foi a minha professora no básico e apesar de ser uma professora severa e exigente, nunca usou essa “menina”, era contra!
ah! e castigava, sim, mas pelo mau comportamento, NUNCA por falta de aproveitamento. só a simples presença dela, causava respeito.
Isto num tempo em que a idade de escolaridade obrigatória ,caso não houvesse aproveitamento iria até aos 14 anos. No Douro, um rapapz com essa idade era homem feito e viravam-se à professora, se esta não se desse ao respeito.
Hoje, nem palmatória, nem respeito. Tirando as excepções, claro…
No meu tempo havia a cana e a régua. Felizmente nunca experimentei nenhuma delas. Era muito bem comportada.
Com a cana apanhei pouco, confesso.
Também vi muita sessão de sadismo em salas de aulas, com ponteiradas e reguadas, da parte de gente desequilibrada, sem qualquer vocação pedagógica, no meu ensino básico. Essa era a escola pela qual alguns hoje suspiram. Escapei pessoalmente a essas sessões de violência, mas o que vi bastou-me para dizer: nunca mais.
Sim, sim. Havia muito exagero. Também assisti a coisas assombrosas. É um tempo de que não deve haver saudades. Mas também não haverá saudades dos tempos que correm.
Enquanto aluna, apanhei com a régua de madeira algumas vezes. Como professora nunca a usei, obviamente.
Sim, bateram-me uma vez – um miúdo de 6 anos que tentou armar-se em esperto e me mandou para todo o lado, enquanto me dizia que eu era isto e aquilo com todas as letrinhas do alfabeto e me dava uns pontapés para compôr o ramalhete. Aconteceu-me há 10 anos e foi a única vez que bati – uma belas nalgadas e o resto de dia de castigo. Ah! E estava a dar aulas no ensino privado. A directora do colégio achou que fiz mal e os pais do menino até me deram razão.
Tudo isto só para dizer que acontece algumas vezes… mas ainda não é tão frequente assim.
Para tudo é preciso vocação, Sofia. No teu caso é notório que essa vocação existe. Infelizmente muitos professores dão aulas por falta de alternativa: não têm vocação nenhuma.
Vocação e Formação.
:))
Acima de tudo, gosto muito de dar aulas e isso condiciona tudo o resto.
Sim, há falta de vocação, há quem não queira fazer o mínimo dos mínimos, há quem entre e saia sempre com cara de poucos amigos. Os alunos absorvem tudo isso.
Mas também se vêem professores muito bons, com vontade e gosto em trabalhar. Felizmente, é com esses que me tenho cruzado mais vezes.
Ainda bem, Sofia. Acredita: és uma pessoa (e uma professora) com sorte.
Ser professor é diferente de dar umas aulas. Digo eu, que já dei uma aulas…
A minha professora primária, punha a menina de cinco olhos e a régua em cima da mesa e a cana brasileira encostada ao lado do quadro negro.
A Alicinha, era professora-regente, nunca usou as réguas e a cana era só para apontar no quadro!
Quando os alunos não sabiam, havia ajuda dos outros alunos e da professora, mesmo na hora do recreio!
Tudo isto, no final dos anos cinquenta!
Ainda hoje, mantenho uma boa amizade com a Alicinha e com as colegas/amigas!
Mas eu não apanhei só na primária – já no ciclo preparatório é que conheci a menina dos cinco olhos 🙂
Não sabia que a menina dos cinco olhos também funcionava no ciclo preparatório!
No meu tempo ainda não existia o ciclo!
No mesmo ano em que fiz a quarta classe, fiz exame de admissão ao Liceu e à Escola Comercial.
Segui o Liceu, onde a professora de Geografia usava um ponteiro para ‘dar crocadas’! Nunca o experimentei!
Era muito bem comportada e, Geografia, era uma das minhas disciplinas de eleição!
Espero que a menina dos cinco olhos não lhe tenha deixado marcas… na alma!
Concordo com uma reguada dada com moderação. Só faz bem porque evita professores desesperados e alunos sem aproveitamento por indisciplina ou preguiça. Uma réguada não é agradável mas não é o fim do mundo e pode evitar grandes sofrimentos.