10 comentários em “Notícias do ‘estado social’ (49)”
Oh Pedro,
Faça favor de me dizer onde há esses descontos na CP dado que sou funcionária pública há 21 anos e NUNCA me cruzei com eles! Será azelhice minha? Aceito e agradeço todas as suas boas indicações.
Não foi o porta-voz da CP que avançou com tal número. Aliás, a notícia do seu link refere o seguinte: “Por lei, há 150 mil….” , o que é muito diferente de haver 150 mil funcionários públicos com descontos na CP. A lei diz muita coisa (e dela até se diz – da lei portuguesa considerada enquanto ordenamento jurídico – que é das mais avançadas da Europa, em vários domínios).
«Entre militares, agentes da PSP e GNR, funcionários da Justiça, incluindo magistrados, no activo e na reforma, haverá um universo de 150 mil pessoas que podem beneficiar dos descontos. (…) Os trabalhadores da CP e respectiva família têm direito a viagens grátis, mas com algumas restrições de classe. Os funcionários da Refer também usufruem de descontos fixados em protocolo.»
Quantos magistrados – incluídos nesses funcionários públicos – conhece que viajem na CP? Dou-lhe só o exemplo daquele magistrado de Alenquer – que se deixou fotografar à porta do tribunal no seu Audi de alta cilindrada – que exarou num processo judicial um despacho segundo o qual dada a redução em 10% do seu vencimento, iria reduzir em conformidade e na mesma proporção a duração da sua prestação de trabalho/actividade por causa “dos compromissos económicos” que anteriormente havia assumido.
Isso, Clarisse: eu também gostaria imenso de saber como, quem, onde, porquê.
é uma notícia curiosa, esta do í, porque o conteúdo da mesma, no que respeita a descontos aos “funcionários públicos”, ultrapassa largamente a cp, referida no título, pois a notícia refere o seguinte: “Por lei, há cerca de 150 mil funcionários do Estado que têm direito a descontos nas viagens em transportes públicos que podem ir até 75%… Segundo um levantamento feito pelo i, entre militares, agentes da PSP e GNR, funcionários da Justiça, incluindo magistrados, no activo e na reforma, haverá um universo de 150 mil pessoas que podem beneficiar dos descontos. “ portanto o título da notícia fala em 150 mil funcionários públicos, mas afinal serão 150 mil funcionários do estado (incluindo psp, gnr, militares) isto na estimativa do i, e esse benefício parece que se estende a todos os transportes públicos, para estes “funcionários do estado”. também não se entende o interesse do título, no contexto da cp, pois é dito que a empresa tem direito a compensação pelos descontos concedidos. conclusão: o i utilizou um título abusivo para atacar a função pública, que foi rapidamente absorvido pelo postador de serviço.
Oh Pedro,
Faça favor de me dizer onde há esses descontos na CP dado que sou funcionária pública há 21 anos e NUNCA me cruzei com eles!
Será azelhice minha?
Aceito e agradeço todas as suas boas indicações.
Lamento, Clarisse, mas só mesmo um porta-voz da CP pode explicar. Se é que há explicação possível para isto.
Não foi o porta-voz da CP que avançou com tal número.
Aliás, a notícia do seu link refere o seguinte: “Por lei, há 150 mil….” , o que é muito diferente de haver 150 mil funcionários públicos com descontos na CP.
A lei diz muita coisa (e dela até se diz – da lei portuguesa considerada enquanto ordenamento jurídico – que é das mais avançadas da Europa, em vários domínios).
«Entre militares, agentes da PSP e GNR, funcionários da Justiça, incluindo magistrados, no activo e na reforma, haverá um universo de 150 mil pessoas que podem beneficiar dos descontos. (…)
Os trabalhadores da CP e respectiva família têm direito a viagens grátis, mas com algumas restrições de classe. Os funcionários da Refer também usufruem de descontos fixados em protocolo.»
Excerto da notícia.
Pedro,
Quantos magistrados – incluídos nesses funcionários públicos – conhece que viajem na CP?
Dou-lhe só o exemplo daquele magistrado de Alenquer – que se deixou fotografar à porta do tribunal no seu Audi de alta cilindrada – que exarou num processo judicial um despacho segundo o qual dada a redução em 10% do seu vencimento, iria reduzir em conformidade e na mesma proporção a duração da sua prestação de trabalho/actividade por causa “dos compromissos económicos” que anteriormente havia assumido.
Isso, Clarisse: eu também gostaria imenso de saber como, quem, onde, porquê.
Não sei se acredite. O número 150 mil, por cá, costuma traduzir uma mentira.
Da última vez resultou em “inverdade”.
é uma notícia curiosa, esta do í, porque o conteúdo da mesma, no que respeita a descontos aos “funcionários públicos”, ultrapassa largamente a cp, referida no título, pois a notícia refere o seguinte:
“Por lei, há cerca de 150 mil funcionários do Estado que têm direito a descontos nas viagens em transportes públicos que podem ir até 75%… Segundo um levantamento feito pelo i, entre militares, agentes da PSP e GNR, funcionários da Justiça, incluindo magistrados, no activo e na reforma, haverá um universo de 150 mil pessoas que podem beneficiar dos descontos. “
portanto o título da notícia fala em 150 mil funcionários públicos, mas afinal serão 150 mil funcionários do estado (incluindo psp, gnr, militares) isto na estimativa do i, e esse benefício parece que se estende a todos os transportes públicos, para estes “funcionários do estado”.
também não se entende o interesse do título, no contexto da cp, pois é dito que a empresa tem direito a compensação pelos descontos concedidos.
conclusão: o i utilizou um título abusivo para atacar a função pública, que foi rapidamente absorvido pelo postador de serviço.
A juntar a esses 150 mil há que juntar aqueles que não pagam mesmo nada como é o caso do primeiro-ministro.