Dizem que sim, eu não sei porque não gosto de cerveja. Mas serve tudo o resto com igual qualidade! Um dos meus locais favoritos em Lisboa, desde sempre.
o meu falecido padrinho,Jerónimo Manzarra Franco,recebia a correspondência da sua Idanha-a-Nova, ao cuidado do restaurante Gambrinus…eram outros tempos…outras Lisboas…
(ah, se o meu Pai tem deixado as suas memórias da boémia Lisboeta dos anos 40 em livro…)
Não deixe de ir, Gonçalo. Se reparar bem, o David Lopes Ramos diz muito mais bem do que mal nesta crítica. Quero lá saber se os copos e os talheres não são novos em folha, e se falta um ou dois nomes na carta de vinhos! O que me interessa é a cozinha, o ambiente, a maneira como se é recebido. E, nisso, o Gambrinus ainda é insuperável. Infelizmente é caro, sempre foi. Mas a qualidade é correspondente ao preço.
Este postal e, principalmente, os comentários que suscitou obrigam-me a recomendar à autora e aos comentadores uma leitura que me parece muito a propósito:
Tenho o livro do Daninos, que releio aos bocados de vez em quando porque é delicioso. Lembrou bem, acho que vou fazer uma série com ele. Mas não se aplica ao Gambrinus, que é mesmo “the real thing” e não uma imitação para deslumbrados sociais. Claro que os há também lá, embora geralmente prefiram os restaurantes “da moda”, onde podem dar mais nas vistas.
Para a rapaziada do Alentejo que foi estudar para Lisboa nos finais dos 60’s, principios dos 70’s, o Gambrinus era o nosso “escritorio”; se queriamos encontrar alguem era lá que o iamos procurar. Ou ao fim da tarde, ou à noite depois do cinema, e antes de um copo no Stones. Era a bela vida lisboeta desses tempos que deixa tantas saudades a tantos de nós. Passei lá muitas e boas horas, bebi lá muitos copos e tive oportunidade de lá fazer excelentes refeições. O Empadão de Perdiz das 2ªs feiras, o Eisbein das 5ªs, ou o bacalhau “À Chico Lage” das 6ªs, inesqueciveis. Ou as sandocas do sr Domingos que nos tratava carinhosamente por meninos. Podia estar aqui horas a contar “historias” passadas no Gambrinus, onde tive oportunidade de beber o melhor vinho portugues do sec XX (na minha opinião, já se vê) o Barca Velha de 66 por… 850 mil réis cada uma. Bué delas.
Também eu gosto de passar frente ao Gambrinus. Nunca lá entrei. Por um lado a carteira e por outro por pudor em gastar tanto dinheiro. Mas folgo em saber que os estudantes do Alentejo o frequentavam nos anos 60 e 70, e bebiam vinho a 850 escudos (uma autêntica fortuna quando se almoçava por vinte escudos). Não sei porquê, e que me perdoe o autor do comentário, mas pareceu-me uma obscenidade, quando havia fome no Alentejo dessa altura.
Serve a melhor imperial de Lisboa. A melhor companhia aos célebres croquetes da casa, com mostarda, comidos ao balcão. Parabéns, Gambrinus.
Dizem que sim, eu não sei porque não gosto de cerveja. Mas serve tudo o resto com igual qualidade! Um dos meus locais favoritos em Lisboa, desde sempre.
Já lá comi um excelente ‘eisbein’, que recomendo aos verdadeiros apreciadores.
E a perdiz, e a sopa do mar… humm… pronto, vou almoçar.
o meu falecido padrinho,Jerónimo Manzarra Franco,recebia a correspondência da sua Idanha-a-Nova, ao cuidado do restaurante Gambrinus…eram outros tempos…outras Lisboas…
(ah, se o meu Pai tem deixado as suas memórias da boémia Lisboeta dos anos 40 em livro…)
🙂
Há sempre dinheiro para uma boa jantarada
Nem sempre, Francisco, mas há sempre para um croquete.
Dois croquetes ou um prego ao balcão do Gambrinus, com uma imperial, são a preços módicos. E ninguém sai de lá defraudado, garanto.
Eu até era para lá ir mas depois li isto 1
http://lazer.publico.pt/artigo.asp?id=81
Não deixe de ir, Gonçalo. Se reparar bem, o David Lopes Ramos diz muito mais bem do que mal nesta crítica. Quero lá saber se os copos e os talheres não são novos em folha, e se falta um ou dois nomes na carta de vinhos! O que me interessa é a cozinha, o ambiente, a maneira como se é recebido. E, nisso, o Gambrinus ainda é insuperável. Infelizmente é caro, sempre foi. Mas a qualidade é correspondente ao preço.
Infelizmente é caro. Se não fosse, fazíamos lá um jantar de blogue, Ana.
Era já amanhã! Fica para quando formos ricos…
Este postal e, principalmente, os comentários que suscitou obrigam-me a recomendar à autora e aos comentadores uma leitura que me parece muito a propósito:
http://www.leiloes.net/Snobissimo-ou-o-D esejo-de-Parecer—Pierre-Daninos,name,1 74881514,auction_id,auction_details
Tenho o livro do Daninos, que releio aos bocados de vez em quando porque é delicioso. Lembrou bem, acho que vou fazer uma série com ele.
Mas não se aplica ao Gambrinus, que é mesmo “the real thing” e não uma imitação para deslumbrados sociais. Claro que os há também lá, embora geralmente prefiram os restaurantes “da moda”, onde podem dar mais nas vistas.
Para a rapaziada do Alentejo que foi estudar para Lisboa nos finais dos 60’s, principios dos 70’s, o Gambrinus era o nosso “escritorio”; se queriamos encontrar alguem era lá que o iamos procurar. Ou ao fim da tarde, ou à noite depois do cinema, e antes de um copo no Stones. Era a bela vida lisboeta desses tempos que deixa tantas saudades a tantos de nós.
Passei lá muitas e boas horas, bebi lá muitos copos e tive oportunidade de lá fazer excelentes refeições.
O Empadão de Perdiz das 2ªs feiras, o Eisbein das 5ªs, ou o bacalhau “À Chico Lage” das 6ªs, inesqueciveis. Ou as sandocas do sr Domingos que nos tratava carinhosamente por meninos.
Podia estar aqui horas a contar “historias” passadas no Gambrinus, onde tive oportunidade de beber o melhor vinho portugues do sec XX (na minha opinião, já se vê) o Barca Velha de 66 por… 850 mil réis cada uma. Bué delas.
Bahahahaaaaaaaaahhhh!!! (Ou seja: a minha alma está parva).
As melhoras da sua alma, Pipokas.
No Gambrinus não há pipokas.
Bué delas?? Pois é, velhos tempos… hoje em dia ninguém lhes chega, mas felizmente há vinhos portugueses excelentes por muito menos dinheiro.
Também eu gosto de passar frente ao Gambrinus. Nunca lá entrei. Por um lado a carteira e por outro por pudor em gastar tanto dinheiro.
Mas folgo em saber que os estudantes do Alentejo o frequentavam nos anos 60 e 70, e bebiam vinho a 850 escudos (uma autêntica fortuna quando se almoçava por vinte escudos). Não sei porquê, e que me perdoe o autor do comentário, mas pareceu-me uma obscenidade, quando havia fome no Alentejo dessa altura.
Xico, é possível entrar no Gambrinus e não gastar muito dinheiro. Ao balcão tem opções simpáticas e acessíveis.
Obrigado pela dica. Um dia, talvez siga o seu conselho.
Fome no Alentejo? Só se foi por causa da reforma agraria!