Lido


Sérgio de Almeida Correia,

“Até agora ele era aquela árvore que tapava a floresta das Moody’s. A culpa era dele, só dele, dizia-se, e boa parte de Portugal andava encandeado com essa culpa. Agora já quase todos conseguimos ver a rataria das agências – é um passo em frente” – Ferreira Fernandes, no DN

13 comentários em “Lido”

  1. Sugiro a leitura da crónica de Viriato Soromenho Marques no DN de hoje com o título “Fantasia e Credulidade”.
    Boa reflexão.

    1. Deixo ainda outra sugestão de leitura e reflexão, que poderá ser mais do seu agrado FNV:
      No “i” de hoje, o editorial assinado por António Ribeiro Ferreira com o título “Não há viagra que faça crescer a economia lusa”.

  2. A culpa é de quem contribuiu para que o país se endividasse desta maneira. O que sofremos agora são as consequências desastrosas dessas escolhas políticas e económicas. Vai demorar anos para que Portugal se liberte deste espartilho e o pior é que não vai voltar a ser o que era. Sempre que o país passou por momentos de crise de soberania, nunca conseguiu recuperar a posição que detinha antes da crise, porque depois fica a dever a quem o “ajuda”…

  3. Há aí na blogosfera alguns posts que explicam que a culpa não era “do” mas “das”, ou seja, as políticas “do” ou, se se quiser, “dos” – há quem lhes chame – irresponsáveis.

  4. A conjuntura internacional e a culpa óbvia das agências de rating na esquizofrenia em que caíu o mundo ocidental não isentam Sócrates de culpas “locais”, Sérgio. Vivemos os últimos anos a ouvir dizer que tudo estava controlado, que a situação do país não era tão má como se dizia, que os avisos em contrário – e foram muitos – eram opiniões de velhos do Restelo. A obrigação de um governante é defender o seu país o melhor que puder, mesmo que para isso tome medidas drásticas e impopulares. Ora, Sócrates só começou a tomá-las in extremis, quando já era impossível tapar o sol com a peneira. Isso – e mais um despesismo e um nepotismo absolutamente vergonhosos – são responsabilidades de que nenhuma filosofia serôdia o livrará.

    1. A filosofia passou a ser serôdia só porque é agora o objecto das atenções de Sócrates?
      Oh Ana!, tenha paciência, e deixe a filosofia em paz!

      1. Eu deixo, ele é que parece que não… e “serôdia” porque… olhe, deixe lá. Desde que o homem esteja entretido longe daqui, tudo bem. Como vê, anónimo, paciência é que já não tenho muita. Mas siga o baile.

    2. Tudo o que dizes é verdade. Mas escusam de alargar as costas ao homem. Eu continuo a pensar que ele tem 80% de culpa e o resto foi responsabilidade do PR (muitas, imensas) e da oposição.
      Agora que ele já cá não está, estou à espera que Cavaco Silva, Passos Coelho e o seu grupo de notáveis tenham a coragem de reconhecer que de há um ano para cá o problema deixara de ser Sócrates e passaram a ser as agências de rating .
      A prova está aí à vista de todos: correram com o culpado-mor , deram uma data de “sinais” aos mercados, reelegeram Cavaco, têm uns tipos bestiais a tratar das contas públicas, viajam em económica… e os estafermos da Moody’s não querem saber de nada.
      Quando o Sócrates se queixava das agências, e sabes bem que eu não gostava dele, bem ouvi o Passos e os seus acólitos dizerem que era um problema de credibilidade. Pois era, mas não era só e isto não o disseram eles. Na altura não lhes convinha. Agora dizem que andam a levar murros no estômago. E cá para mim ainda vão levar mais, para maior desgraça nossa, e não foi por falta dos meus avisos.

  5. Aloprados contraem dívida impagável e passam a ser considerados vítimas do sistema!
    Como alguém pode pegar dinheiro emprestado para gastar em supérfluos, obras sem retorno imediato, sem ter renda para depois saldar a dívida?
    Como aumentar a dívida se o PIB não chega para pagar o montante anterior?
    Em seis anos torraram oitenta bilhões. Onde está esse senhor, esse pescador contador de vantagens, comprava o peixe financiado aos atravessadores, especuladores, mafiosos a juros altíssimos, e dizia que o tinha pescado?
    Falta justiça cadeia para tão monstruoso crime.
    È brincadeira! Arrasa-se a economia do país por vaidade, capricho, por burrice… e ainda aparecem caras-de-pau insinuando que o eloqüente mentiroso é inocente!

  6. E, porque o dia parece fadado para leituras, aqui fica outra sugestão: Fernando Sobral no Jornal de Negócios com o título “Moody”s Blues”.
    A não perder.

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