Eurico Calado, professor fundador da Universidade Independente (UnI) e antigo responsável pelos cursos de Engenharia da mesma Universidade, afirmou no dia 20 de Junho em Tribunal que José Sócrates “Não é engenheiro”, mas sim “supostamente licenciado”.
O professor contou que confrontou o ex-reitor Luís Arouca sobre o assunto e que este lhe contou como todo o processo foi feito nas suas costas. “Perguntei-lhe : “Ouve lá, Luís. Então o Sócrates licenciou-se na minha universidade, na faculdade de que eu sou director, e que até fez a minha cadeira (Inglês Técnico) e eu nunca soube de nada? Ele respondeu: Se soubesses isto nunca se tinha feito. Pois não, respondi eu. Pelo menos nunca daquela maneira”.
Segundo o semanário Sol, Eurico Calado, explicou aos juízes, que julgam um dos processos- crime relacionados com a UnI, que percebia que as universidades precisam de visibilidade politica: “Ele era secretário de Estado e há umas manobras que é sempre possível fazer, mas dentro da legalidade, como apresentar uns trabalhos. E houve outros casos destes, de descrédito”.
O homem já foi embora!mesmo assim, continua a saga???
Maria:
1 – o ponto fundamental é o que o Sérgio Almeida Correia referiu ali em baixo, com o sublinhado que ali fiz.
2 – quanto ao Coiso, estamos em todo o caso a pagar a sua governação ruinosa. Tudo o que se diga é pouco.
Na minha aldeia dizia-se ” atrás de mim virá, quem bom de mim fará”. Vamos esperar para ver pois não creio que tudo o que vai acontecer daqui para frente vá ter como unico culpado o tal “Coiso” de que fala. Também na minha aldeia “coiso” tinha um significado um pouco indelicado para ser aplicado a pessoas, mesmo sendo ao “Coiso”!
A discussão do futuro tem sempre uma base especulativa. A avaliação do passado faz-se em função de factos. Gostava de ver esse arremedo de indignação aplicado à situação do país.
Garanto-lhe que minha indignação é total relativamente ao que se passa no País, mas ainda ontem fiquei sem saber se estava ainda mais indignada ou simplesmente resignada com o que se estão a preparar para nos fazer! É que o “Coiso 2” não vai ser em nada diferente do 1, antes pelo contrário, uma vez que tem uma maioria de direita que lhe vai permitir mostrar a todos nós o quão “competente” é em “coisar” o Zé Povinho.
Cá estaremos para lhe chamar Coiso 2, Maria. E conto consigo para isso também.
Ok. Eu a este até sou capaz de cometer a indelicadeza de o tratar por “Coiso”, mas espero que não venha ser necessário!
Prezada D. Maria…
Também sou das bandas ( Coimbra) onde o “coiso”… quer dizer isso mesmo (!)
Quando um malalando é mesmo reconhecidamente malandro (ainda) se diz: -” Coirão.”… duma figa …. quem lhe enfiasse com um “coiso” a arder… ( aqui “coiso” refere-se varão e ferro.)
Perdoe-me a lingauagem vernácula!
Quando um professor diz “há manobras que é sempre possível fazer” isso fica tudo clarinho quer quanto à credibilidade dos diplomas que passam, quer quanto à credilidade de alguns dos que aí leccionam.
Não me admira, pois, que o referido tenha feito exames por fax ou ao domingo. O Presidente da República que enquanto primeiro-ministro deu guarida a estas instituições de pacotilha é que devia responder por isto.
Já agora fico à espera de saber quais são os outros casos “de descrédito”.
Tens toda a razão, Sérgio. O interesse da notícia é sobretudo esse. O de perceber o que se andou a fazer ao país em termos de educação ao longo de anos e anos. Creio, todavia, que Cavaco, com as responsabilidades que tenha, não está sozinho.
O que acho mais importante do texto transcrito é mesmo o assumir (aparentemente com alguma naturalidade) que”…há umas manobras que é sempre possível fazer, mas dentro da legalidade, como apresentar uns trabalhos.”
Isso, manda-se fazer uns trabalhos. O aluno, sabendo ao que vai, faz uns copy-paste da internet pois o trabalho não é mesmo para ser lido. Isto é revoltante.
Exacto, João.
Nada que uma boa mentira não resolva. O “homem” é especialista ao ponto de acreditar nas mentiras que diz.
É possível, CAL. A única coisa que não se resolve com mentiras é a dívida que nos deixou em legado.
O bípede limita-se a ser bicharel, perdão, bacharel sanitário…
Mas “títalos” á parte, continua a impressionar-me o facto de ninguém, desta canalha, ir preso.
JSP, há coisas que pertencem à esfera privada de cada um e outras que pertencem à Justiça. Relativamente a esta última, sempre lhe digo que custa a perceber, em geral e não no caso concreto, que actos de gestão danosa possam passar sem escrutínio.
Ok, Rui, já corremos com o homem, já nos livrámos dele e temos de seguir em frente. Tanto post sobre o homem já cheira a obcessão. Já temos outro PM e outro governo, pelo que temos é de começar a avaliar o novo executivo, com base, como escreveu o Rui, em factos e dados objectivos. E estes já demonstram aquilo que eu, infelizmente, previa. Passos Coelho é a continuação de Sócrates. Também mente, também nos vem ao bolso e também demonstra um peculiar jeito para enganar. Vamos a caminho da bancarrota e estes são iguais aos anteriores. Quem se iludiu no dia 5 de Junho depressa voltará à realidade. Quem andou no Marquês a buzinar e a agitar as bandeiras laranjas depressa se aperceberá que, afinal, tudo continuará na mesma. E o Rui, que continua a pensar só no Sócrates, depressa irá reler os posts que escreveu nos últimos tempos, a criticar (e bem) as mentiras e os erros e a reescrevê-los. Porque se critica as mentiras e os erros, então criticará todos os erros e todas as mentiras e não apenas aquelas de quem não gostamos. O Rui entendeu dar o benefício da dúvida a PPC. Estou para ver até quando continuará com dúvidas sobre a (falta de) capacidade e seriedade de PPC…
Abraço e bom fds.
Não tenha dúvida de que o farei, Ricardo. De momento, ainda concedo a PPC o benefício da dívida próprio do estado de desgraça. Bom fds.
Parafraseando o Dr. Eduardo Barroso a partir de uma entrevista que deu a Manuel Luís Goucha na TVI 24, os méritos da nossa capacidade profissional são normalmente avaliados pelo número de inimigos que temos e não de amigos… José Sócrates encontra-se, portanto, no top da lista.
Ora aqui está uma tese filosófica que assentara ás mil maravilhas no nosso futuro “filosofo”…. que a poderá citar milhares de vezes: – ” Como dizia o meu amigo Dr Barroso a´nossa capacidade profissional mede-se ….”
Não concorda meu caro Oliveira e Costa?
A afirmação foi efectivamente feita pelo «Dr. Barroso», citando um colega seu de trabalho, mas inseriu-se no campo das generalidades. Se quiser considerá-la como tese filosófica, então faça o favor de atribuir a sua autoria à minha própria pessoa.
Não é a primeira vez que Eduardo Barroso diz palermices, Fernanda.
Pense bem, se puder no seu caso pessoal…
O meu caso é sempre pessoal Fernanda.