Changeling (1)


josegomesandre,

 

 

 

Depois dos extraordinários Million Dollar Baby e Cartas de Iwo Jima, Clint Eastwood oferece-nos Changeling, um filme colossal sobre a perda, a coragem, a razão e o exercício do poder – entendido nas suas tortuosas e complexas ramificações. O espectro temático é tão rico quanto os movimentos de câmara, as interpretações, a banda sonora, a espantosa fotografia e a reconstituição histórica, elementos que nos são revelados com inegável mestria. Na verdade, Eastwood dirige o filme com a precisão de um relógio suíço e a carga dramática de um Shakespeare, conduzindo um enredo que nas mãos de outro realizador acabaria provavelmente numa película medíocre. Uma obra excepcional, à qual voltarei nos próximos dias.

13 comentários em “Changeling (1)”

    1. Então veja, porque vale a pena. Tendo lido o resumo e visto o trailer, fiquei apreensivo em ir vê-lo, mas lá me convenceram e realmente o filme está muito bom. Um drama ao estilo de Million Dollar Baby (também fiz a comparação).
      Já agora, fui ver graças a uma promoçao do jornal gratuito Metro, tendo o bilhete ficado a 4 euros no Allegro (e no Cam. Pequeno também). Será que também esta promoção é concorrência desleal?
      Cumprimentos e boa semana.

  1. Devo ser das poucas pessoas que não gostaram do Million Dollar Baby, já vejo. Achei o filme chato e enjoativo, com excepção para as interpretações e, admito, para a realização (não percebo o suficiente do assunto para o classificar nesse parâmetro).

    Mas, mesmo achando a Jolie uma actriz fraquinha, com este seu endorsement já fiquei com curiosidade de ver este.

  2. Obrigado pelos comentários! E espero sinceramente que vejam o filme, que vale a pena. Depois venham cá dizer se gostaram ou, em caso contrário, aproveitem para me culpar pelo mau conselho… Mas acho difícil ficar indiferente a esta grande película!

    Um abraço a todos!

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