Os escritores não morrem. Apenas deixamos de os ver.
11 comentários em “José Saramago”
Homenagem digna da cidade de Lisboa a um escritor que José Saramago ajudou a eternizar. Gostei da singeleza e da originalidade da iniciativa, a que justamente a câmara municipal se associou. Apreciei menos que Pilar del Rio, nas declarações às televisões, não tenha feito um esforço mínimo para dizer três frases em português. O idioma que Saramago tão bem cultivou teria justificado esse esforço.
Não me choca o castelhano de Pilar. Teria sido bonito mas se ela não se sente totalmente à vontade no português nada contra. Antes isso do que se armar em engraçadinha e arranhar um português manhoso, como Sócrates fez inúmeras vezes com o espnahol e o inglês.
Ui… mas a Pilarzita, a que reconverteu um escritor português para Espanha (e com esse eficiente ‘upgrade’ está tudo dito), é uma espanhola. Como quase todos eles – excepção óbvia aos galegos- desprezam-nos e não fazem o menor esforço… Faz parte… Não sou saramagaia nem saramaguista, mas sou dos que o leu. Já a frase da Leonor vale tudo é bem verdadeira. Os “nossos” não morrem, tenham ou não escrito em papel: apenas deixamos de os ver. Como aguentaríamos, se não fosse assim?
Nós, em contrapartida, temos essa excelente qualidade que é achincalhar e dizer mal. A “Pilarzita”, como lhe chama, não terá falado em português, provavelmente porque o não fala suficientemente bem isso a constrange. Não me parece de maneira nenhuma sinal de desprezo pelos portugueses ou pela língua portuguesa. Terá ela de dar mais provas nessa matéria, para sossegar o nosso orgulho?
Ui ui… que zanga… Lamento, mas não é verdade: quando ela quer (e já a ouvi) fala correctamente português, do ponto de vista gramatical, ‘accent’ descontado. E não, não sou anti-espanhóis. E sim, ela teria de dar mais provas, por motivos óbvios que nem vale a pena explicar.
Ela nem sequer é obrigada a vir cá. Podia muito bem arrumar o espólio todo do Saramago em Lanzarote, ou em Madrid, e limitar-se a viver dos seus rendimentos que não serão nada poucos. Chateia-me essa do Pilarzita. É claro que não me chatearia nada se não fosse de facto uma característica nacional.
Ó Pedro, mas não se ‘chateie’ tanto,… Pronto eu digo Pilarrr…. está melhor assim? E fique sabendo que a tenho em boa conta, cá por coisas. Só não concordo nada consigo, de novo: – acha que ela podia tudo isso? Poder, podia, mas não devia. Lamento a sua cruz em país tão terrível (sobretudo insuportável quando se tocam os terrenos sagrados, certo?)
🙂 Eu leio José Saramago, todos os dias, um bocadinho…, assim como J. Rentes de Carvalho. A Curva da Estrada, vai ou vai?? :p
Homenagem digna da cidade de Lisboa a um escritor que José Saramago ajudou a eternizar. Gostei da singeleza e da originalidade da iniciativa, a que justamente a câmara municipal se associou. Apreciei menos que Pilar del Rio, nas declarações às televisões, não tenha feito um esforço mínimo para dizer três frases em português. O idioma que Saramago tão bem cultivou teria justificado esse esforço.
Não me choca o castelhano de Pilar. Teria sido bonito mas se ela não se sente totalmente à vontade no português nada contra. Antes isso do que se armar em engraçadinha e arranhar um português manhoso, como Sócrates fez inúmeras vezes com o espnahol e o inglês.
Ui… mas a Pilarzita, a que reconverteu um escritor português para Espanha (e com esse eficiente ‘upgrade’ está tudo dito), é uma espanhola. Como quase todos eles – excepção óbvia aos galegos- desprezam-nos e não fazem o menor esforço… Faz parte…
Não sou saramagaia nem saramaguista, mas sou dos que o leu.
Já a frase da Leonor vale tudo é bem verdadeira.
Os “nossos” não morrem, tenham ou não escrito em papel: apenas deixamos de os ver. Como aguentaríamos, se não fosse assim?
Nós, em contrapartida, temos essa excelente qualidade que é achincalhar e dizer mal. A “Pilarzita”, como lhe chama, não terá falado em português, provavelmente porque o não fala suficientemente bem isso a constrange. Não me parece de maneira nenhuma sinal de desprezo pelos portugueses ou pela língua portuguesa. Terá ela de dar mais provas nessa matéria, para sossegar o nosso orgulho?
Ui ui… que zanga… Lamento, mas não é verdade: quando ela quer (e já a ouvi) fala correctamente português, do ponto de vista gramatical, ‘accent’ descontado. E não, não sou anti-espanhóis. E sim, ela teria de dar mais provas, por motivos óbvios que nem vale a pena explicar.
Ela nem sequer é obrigada a vir cá. Podia muito bem arrumar o espólio todo do Saramago em Lanzarote, ou em Madrid, e limitar-se a viver dos seus rendimentos que não serão nada poucos.
Chateia-me essa do Pilarzita. É claro que não me chatearia nada se não fosse de facto uma característica nacional.
Ó Pedro, mas não se ‘chateie’ tanto,… Pronto eu digo Pilarrr…. está melhor assim? E fique sabendo que a tenho em boa conta, cá por coisas. Só não concordo nada consigo, de novo: – acha que ela podia tudo isso? Poder, podia, mas não devia. Lamento a sua cruz em país tão terrível (sobretudo insuportável quando se tocam os terrenos sagrados, certo?)
🙂
Eu leio José Saramago, todos os dias, um bocadinho…, assim como J. Rentes de Carvalho. A Curva da Estrada, vai ou vai?? :p
Beijinho
Anda um bocadito paradita, Ilda. Muito obrigada por perguntar. Beijinho
Belíssima frase. Gostaria de a ter escrito
Muito obrigada, Francisco.