Portugal passa a ter o terceiro governo com menor número de ministros da União Europeia. Como aqui escrevi há mais de um ano, um Executivo com a dimensão do anterior era incompatível com a dimensão dos sacrifícios exigidos aos portugueses. Agora faltam duas outras medidas que já na altura considerei urgentes. Uma, reconheço, é mais fácil de concretizar que a outra, embora ambas impliquem a mudança do texto constitucional. É extraordinário, aliás, que a existência de governos civis continue prevista na nossa lei fundamental – a mesma que, recorde-se, chegou a proibir a existência de televisão privada em Portugal. “A televisão não pode ser objecto de propriedade privada”, rezava o original artigo 38º, número 6, da Constituição aprovada em 1976, curiosamente no segmento reservado aos “direitos, liberdades e garantias”.
Uma boa notícia, para variar
Pedro Correia,

O tamanho não é importante, mas sim a competência…
Um governo enorme e manifestamente incompetente é juntar o inútil ao desagradável. Um governo como o anterior.
Antes que mal pergunte, para que é que serve um Ministério dos Asuuntos Parlamentares? Para pôr o Relvas em qualquer lado onde não faça estragos?
Suponho que a Isabel PS terá feito essa mesma pergunta a propósito do Jorge Lacão.
A minha atenção à política é altamente inconstante e funciona por intermitências. Por isso não me lembro sequer de ter atendado na existência do Jorge Lacão. 😉 Presumo no entanto que ele terá sido ministro numa época é que a contenção em matéria de ministérios não era de rigueur.
Estou no entanto aberta à justificação dum Ministério para os Assuntos Parlamentares como uma coisa imprescindível ao bom funcionamento do nosso sistema político. (Um inglês que eu conheço, por exemplo, não conseguia entender como é que pode haver minstros independentes porque na terra dele têm de ser todos membros do Parlamento porque só membros do Parlamento são chamados a responder perante o Parlamento). Como disse, a minha atenção à política tem grandes eclipses e a minha ignorância é muita.
De facto, como refere, Lacão foi ministro numa fase em que «a contenção em matéria de ministérios não era ‘de rigueur’». Só podia mesmo ser numa fase dessas.
A facilidade de ter muito menos boys para alimentar permite encolher governos e tudo o que vem por arrasto!
Agora fico à espera é de ver a “limpeza de balneário” necessária!
Todos os governos merecem o benefício da dúvida. Este, naturalmente, não é excepção.
Como de costume, o Pedro neste post cai no populismo vulgar dos jornalistas.
Por que razão é que haver poucos ministros é bom? Será que governam melhor por isso? Está bem que se poupa nos salários, mas será isso o mais essencial? E os secretários de Estado, os assessores, etc, não irão compensar pelos ministros a menos?
E menos deputados para quê? Portugal já tem um parlamento relativamente pequeno, em relação à sua população. Por quê esta raiva contra os deputados? O parlamento é a sede da democracia, e menos deputados implica menos representatividade.
Eu compreendo o populismo do Pedro: é a raiva ordinária contra os políticos. Mas não fica nada bem – uma pessoa deve ultrapassar, pela racionalidade, essas vulgaridades.
Como de costume, o Luís Lavoura tropeça no próprio pé.
Nesta caixa de comentários, com a ligeireza que o caracteriza, dispara assim: «Por que razão é que haver poucos ministros é bom? Será que governam melhor por isso?»
No seu próprio blogue, no entanto, escreveu hoje mesmo que o novo governo lhe causa “boa impressão”, entre outros motivos, porque «elimina ministérios supérfluos, como o da cultura, o da agricultura, o do trabalho e o do ensino superior, unificando-os com outros mais essenciais.» Extraordinário “populismo”…
O Luís Lavoura ficou, pelos vistos, mal impressionado com aquilo que denomina de alegada “raiva irracional contra os políticos” da minha parte. Não sei do que fala. Mas é curioso: dez dias antes das legislativas, um dos seus colegas de blogue, proclamando alto e bom som que não votaria PSD, designava Pedro Passos Coelho desta forma elegantíssima: “um chanfrado qualquer”. Quem é que falou em raiva irracional, Luís Lavoura?
E como as palavras são como as cerejas, fica um comentário final: durante uma semana, um dos nossos colegas do DELITO elegeu o seu «Speakers’» como blogue da semana. Seria de bom tom já não digo você registar isso, nem muito menos agradecer, como é costume entre cavalheiros. Mas ao menos durante esse período parecer-me-ia elementarmente correcto não entrar por aqui adentro a chamar ‘ordinário’ a ninguém. Só durante essa semana.
Foi incapaz disso. É mais uma deselegância sua que aqui fica registada. E que o caracteriza mais do que todas as palavras que possa escrever.
Essas coisas acontecem quando não se tem uma “vida vivida”, ao longo da qual se vão cimentando ideias, ideologias e pontos de ruptura donde, por mais que a vaca tussa, não se sai!
Bem ou mal, os outros ficam a saber com que linhas nos cozemos!
Aos que assim não funcionam, ânsia de protagonismos, ao sabor das marés, o que quer que seja!
Agora que são perigosos, são!
Pelo menos para os mais distraídos, que são a maioria!
1) Uma coisa é elogiar a eliminação de ministérios concretos supérfluos, outra muito diferente é dizer que, em abstrato, um governo de menor dimensão é bom.
2) Não tenho nada a ver com aquilo que meus colegas de blogue escrevem, muitas vezes as pessoas no meu blogue discordam entre si.
3) Não visito este blogue com regularidade e não reparei que tivessem escolhido o meu como “blogue da semana”. Por isso não agradeci.
1. É sempre conveniente (re)lermos aquilo que escrevemos antes de criticarmos os outros. Seja em abstracto seja no concreto.
2. Ainda bem que não chama “ordinários” aos seus colegas de blogue.
3. A avaliar pela frequência de comentários que aqui deixa, parece “visitar este blogue com regularidade”.
Uma excelente notícia e bom começo. Vamos esperar para ver…
É sempre a melhor atitude, André.