Bom gosto


Ana Vidal,

 

Parabéns, Pessoa.

Parabéns, Pessoas do Google.

10 comentários em “Bom gosto”

    1. Faz bem ao “ego lusitano” porquê?

      A figura só apareceu na versão portuguesa do google.

      Trata-se de uma boa homenagem de portugueses a um dos seus maiores escritores, é verdade, mas não creia que a ideia partiu urbi et orbi do Googleplex.

      Essa “honra” fica reservada para nomes incontornavelmente internacionais, como Verne e Wells.

      1. Se acha que Fernando Pessoa não é um escritor “incontornavelmente internacional, como Verne e Wells”, desculpe que lhe diga: além de azedo, é saloio.

        1. Cara Ana Vidal,

          Se não quer reconhecer a diferença de notoriedade que patentemente existe entre Pessoa e os dois autores que referi, problema seu. O pior cego é o que não quer ver.

          Repare, por favor, que não comparei a qualidade das respectivas obras, mas antes a probabilidade de as mesmas serem objecto de reconhecimento fora das respectivas nações, sobretudo entre o pessoal menos literato.

          Aliás, porque não faz uma breve pesquisa no Google para atestar isso mesmo?

          Com “Fernando Pessoa”, obterá 5.500.000 resultados. Com “Jules Verne”, 15.100.000. E nem quereria mencionar os 128.000.000 de “Shakespeare” ou até os “8.470.000” de Chaucer, os 13.600.000 de “Baudelaire” ou os 36.600.000 de “Paulo Coelho”.

          Novamente, atente no facto de não me estar a referir à qualidade literária, mas ao reconhecimento obtido.

          Cheers

          1. Meu caro, eu não meço a vida pelas estatísticas. Se o critério for esse, então tenho de admitir que o Paulo Coelho é “mais importante” do que Fernando Pessoa…
            Só o critério da qualidade faz o estatuto de alguém. E nesse campo, para além de haver centros de estudo pessoanos em diversos países e as obras traduzidas de FP (e heterónimos) estarem representadas nas maiores e melhores bibliotecas do mundo inteiro, lembro-lhe a referência a Pessoa no “Cânone Ocidental”, documento em que o reconhecidíssimo crítico literário americano Harold Bloom destaca o que há de fundamental na história da literatura do Ocidente: Pessoa é considerado o mais representativo poeta do século 20, ao lado de Pablo Neruda.

            Mas, enfim, tenho um rebuçado para si. Como a humildade é virtude dos Grandes, olhe aqui o Fernando Pessoa a concordar consigo:

            Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
            Não há nada mais simples.
            Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
            Entre uma e outra, todos os dias são meus.

          2. Só para clarificar o que quis dizer, pois creio ter sido mal interpretado: eu concordo com tudo o que acabou de referir, e era o que mais faltava medir a importância de um escritor pela sua “fama”.

            Esse critério levaria ao disparate de considerar o Dan Brown mais “importante” do que Dostoievski ou Melville.

            Simplesmente, quis alertá-la para o facto de o Pessoa ter obtido o reconhecimento do Google.pt e não da Google Inc.

            Dado que o seu post indicia que o “ego lusitano” teria sido exaltado por esse reconhecimento, venho apenas evidenciar que o “reconhecimento” foi local.

            Quanto a mim, o meu “ego lusitano” basta-se com a inquestionável beleza e mestria da obra pessoana e não precisa de supostos elogios vindos “do estrangeiro!!!” para se sublimar.

            Espero que o seu também não.

            Cheers

          3. O meu também não, de facto. Mas andamos a precisar de massagens de ego, e o Pessoa dá-nos logo cinco egos para massajar… quem é que resiste? 🙂

            Tudo esclarecido. Cheers!

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