Olhe, pense e adivinhe – III


modosdever,

 

O portão rangeu, protestou, resistiu mas a minha curiosidade foi mais forte do que os pudores da História. Imaginei debaixo destas ervas um chão de granito, um menino a brincar, entre patos e galinhas, e mais tarde um homem feito a ler dossiers. “Vinha cá poucas vezes, mas quando vinha o quintal ficava cheio de gente!” – gritou a cicerone. “Já reparou aí debaixo do telheiro à sua direita? Espreite! Espreite! [próxima foto]. Não tenha medo que não vem ninguém! As pessoas nunca dão a volta, nunca vêm a este lado. Não querem saber! Ninguém quer saber!”

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