André Salgado: «O PS pagou o preço de um contexto muito superior à sua governação. Sofreu uma derrota clara e aponta a um novo ciclo, tão natural como já o ter realizado tantas outras vezes. Ter ficado de fora da solução governativa foi o melhor que lhe podia acontecer no actual contexto: pode regenerar-se longe do olho do furacão, que está para ficar.»
Eduardo Graça: «O PS não pode ser, neste tempo, um vazio de política no verdadeiro sentido da palavra. A disputa do poder político democrático faz-se a uma velocidade alucinante e sem tréguas. Quem faltar hoje à chamada, sendo o melhor, amanhã perderá.»
José Medeiros Ferreira: «O Portugal castiço vibrou com as vitórias sucessivas de José Sócrates em 2005 e de Cavaco Silva em 2006. O país ter-se-ia dotado de duas personalidades ‘fortes’ para uma década. (…) Mas não era preciso ser um génio para perceber que um dos dois políticos estaria a mais. A crise de 2008 para a qual o produto não estava preparado fez o resto. Ficou Cavaco Silva.»
Luís Novaes Tito: «Já se vêem por aí os carregadores de pianos a estrebuchar. Normal, pois não se concebe um carregador de pianos sem piano para carregar.»
Porfírio Silva: «Esta derrota começou a acontecer quando o PS e Sócrates, a seguir às anteriores eleições, fizeram de conta que convidavam todos os outros partidos para uma “maioria total”, quando, na verdade, estavam apenas a justificar a opção por um governo minoritário.»
Rui Namorado: «O PS não pode consentir, nesta conjuntura, que a escolha do secretário-geral se transforme numa concorrência entre apoios de imaginários “notáveis”, entre invocação do alinhamento de estruturas invocadas sem serem consultadas, entre manobras mediáticas e declarações pomposas (ou manhosas), quase sempre vazias de conteúdo.»
Tomás Vasques: «Muito boa gente pensa que o PS irá fazer um longa ‘travessia do deserto’, no mínimo de oito anos. Disseram o mesmo, rigorosamente, em 2002 aquando da vitória eleitoral de Durão Barroso.»

O que para aí vai de viúvos do socratismo…