Se não é possível acumular as funções de secretário-geral do PS com as presidente da câmara de Lisboa, como será possível acumular as funções de secretário-geral do PS com as de primeiro-ministro?
Uma pergunta muito simples
Pedro Correia,
Se não é possível acumular as funções de secretário-geral do PS com as presidente da câmara de Lisboa, como será possível acumular as funções de secretário-geral do PS com as de primeiro-ministro?
agreed!
(a minha vénia reconhecida)
excelente pergunta… no PS até foi possivel fazer isso em plena crise.
Foi possível fazer de tudo, do óptimo ao péssimo. Com um primeiro-ministro acumulando durante seis anos as funções de secretário-geral do PS.
nem mais!!!
Até parece que ser presidente da câmara de Lisboa é mais importante do que ser primeiro-ministro. Porque o primeiro é um cargo incompatível com a secretaria-geral do PS e o segundo não é.
Tão, mas tão bem visto que vou partilhar!
http://camisaaosquadradinhos.blogspot.co m/
Partilhe à vontade. É por uma boa causa.
É mais fácil chegar a Belém partindo directamente da Praça do Município do que atravessando um deserto (temporal acidentado).
Ah, mas nas presidenciais acontece com frequência o mesmo que sucede nos sínodos reunidos no Vaticano para eleger o novo Papa. A regra é esta: quem entra Papa, sai cardeal.
Óinc, óinc… Na mosca!
Dum-Dum. Não escapa um.
São frases como esta que demonstram a qualidade de quem nos governa.
Direi mesmo mais: demonstram a excelência de quem ainda nos governa.
Essa é fácil, Pedro.
Basta passar por uma Secção do PS (se ela estiver aberta) para ter a resposta.
Costa tem razão. O PS vai ter de se repensar porque tem de voltar a ser um colectivo (e não uma colectividade).
Costa tem razão. A Câmara Municipal de Lisboa é uma prioridade porque há que cumprir o que foi sufragado e, por sua vez, o PS não pode ficar em segundo plano.
(Isto para além de que o papel de oposição exige que o Partido esteja activo, coisa que a própria condição de poder condiciona sempre)
Meu caro Luís: esta lógica, aplicada retrospectivamente, é pouquíssimo lisonjeira quanto à forma como Sócrates geriu o PS como secretário-geral enquanto acumulava com as exigentes funções de primeiro-ministro.
Caro Pedro,
Pensava que já sabia que não ando aqui para lisonjear quem quer que seja. O meu propósito é outro e continuo a entender que a primeira obrigação do Costa é para os eleitores que o colocaram à frente da CML. É esse mandato que ele deverá cumprir em exclusividade, para que seja bem cumprido.
Quanto ao SG do PS ser também PM a situação é diferente. O núcleo da política fica centrado na AR e no Governo e é principalmente aí que se desenvolve. Os grandes partidos aguentam isso e sabem regenerar-se assim que passam à oposição.
Abr.
Bem sei que não cultiva a lisonja, meu caro – e até por isso leio sempre com proveito os seus textos, já há vários anos. O que eu pretendi dizer foi que havendo precedentes vários de acumulação entre as funções de presidente de câmara e secretário-geral do partido (em Portugal, e no PS, lembro-me de Jorge Sampaio, mas há vários outros, aqui e lá fora), e por maioria de razão entre as funções de primeiro-ministro e de secretário-geral do partido, o pretexto que Costa invocou pareceu-me fraco. Só isso.
Um abraço.
Mega oportunidade e inteligência.
O Costa pensa que somos todos atrasados mentais e que não sabemos que ele quer ser o Obama português…
Pois, mas o primeiro-ministro vai, por inerência de funções, à Assembleia da República responder perante os deputados e confrontar-se com a oposição, enquanto que o presidente da câmara está impedido de o fazer, já que não pode ser deputado. Faz toda a diferença!
Pedro
Elementar….!
Quero felicita-lo pela pertinência do seu prognostico, feito o ano passado, sobre o nome do próximo SG do PS. Tudo aponta nesse sentido. Há por aí alguém a dever-lhe uns almoços de uma aposta…
:))
Ora pois!