Olhando bem, não sei se o pensei vai bem com o dirias. Talvez tivess sido melhor: tinha a certeza de que (de que?) dirias isso. E anjo da guarda tem hífenes? E é hífenes ou hífens. Irra, vou almoçar. Está a dar-me fraqueza.
a’ Hoje, temos que reflectir. b’ Hoje, temos de reflectir sobre aquele assunto.
Com outro verbo:
a’ – Queres que te empreste um livro? – Não, obrigada já tenho que ler. b’ – Vamos dar um volta? – Não, posso: tenho de ler este artigo.
Resumindo: “temos que” quando há omissão do complemento directo ou do que as suas vezes fizer; “temos de” quando o complemento directo está explícito. Mas isto sou eu que sou antiquada.
Antes de mais dou os parabéns aos colaboradores deste blog pela qualidade apresentada. Por vezes venho cá ver os artigos e tenho-me sempre deliciado com as abordagens aos assuntos, a escrita fluente e agradável aos sentidos. Aproveito, se me permitem, para dar a conhecer o espaço que acabei de inaugurar, para poder exercitar um pouco os meus desvarios literários: o “Gangster do Colarinho Multicor”. Aborda atualidade entre outros. Não sei ao certo como posso dar a conhecer o blog a terceiros, qual a melhor forma de o publicitar um pouco. Se puderem dar umas dicas, agradeço. Continuem o bom desempenho. O povo agradece. 🙂
Viva, Dinis. Antes de mais, agradeço as suas palavras sobre o DO. Tenho muito gosto em dar-lhe este espaço para publicitar o seu blog. Fui lá espreitar e gostei do que vi. Não sou a melhor pessoa para lhe dar conselhos (nisto da bloga, também sou um bocado maçarico, sabe…). Mas, na bloga como na vida, há algumas coisas que são importantes: qualidade e persistência. Desejo-lhe as maiores felicidades para o projecto.
Bem, se eu me fosse importar com o facto de não ter visitas nos meus blogs, não tinha 20 blogs no ar e todos de diferentes assuntos. hehehehehe Acho que escrevo e poemo só para mim, hehehe No entanto, eles estão cheios de artigos formidáveis de todos os amigos da Net , brasileiros e portugueses.
Quando encontro links bons, ponho neles, conforme os assuntos tratados, mas não costumo maçar ninguém para me porem a mim.
A propósito, o link deste blog vai direitinho para o meu blog da política porque me pareceram interessantes as nossas últimas conversas. De notar que a resposta de «Os Verdes ainda não estão maduros», foi óptima! hehehehehe Bem metida e de bom gosto! Gosto disso!!!!!!
E, também a propósito, estou com falta de amigos portugueses mas para o correio diário. Os amigos brasileiros queixam-se de falta de artigos portugueses e que só lhes mando artigos brasileiros. Ridículo, não é? Fazer o quê? Não há, não há!!!!!!! Um abraço da Ti Laura http://poemasdomomento.blogspot.com http://osmeuspoemaseditados.blogspot.com
Como te compreendo. É absolutamente incrível o número de vezes que tenho dúvidas básicas. O problema é pensarmos demasiado. Devíamos escrever de rajada e não reler – como, aliás, parece regra em muitos blogues.
(Hmmmm, deveria acrescentar “ser” entre “parece” e “regra”?)
Uma coisa tenho eu a certeza. Na minha quarta classe quando aprendi as preposições e os pronomes relativos, na componente da sua aplicabilidade, isso foi-me ensinado. Lamento, a porra da pdi está a atraiçoar-me e não consigo chegar a conclusão alguma que possa ajudar.
Há mais de vinte anos que sou editor de textos e sei bem que esta é uma das dúvidas mais frequentes. Segue a resposta que me parece mais adequada:
«Quando se estuda ‘ter que’, costuma-se estudar também ‘ter de’, porque se empregam em circunstâncias diferentes. ‘Ter de’ emprega-se quando se subentendem palavras como necessidade, precisão, desejo, obrigação, antes da preposição de: “Tenho de comer.” “Tenho de o ajudar.” “Tenho de trabalhar muito para viver.” ‘Ter que’ usa-se quando subentendemos palavras como “muito”, “pouco”, “nada”, “algo”, “coisa”, “coisas”. Estas palavras são antecedentes “do que”, pronome relativo. Este que é o complemento directo do verbo que se lhe segue: “Tenho muito que contar”. “Elas tinham muitas coisas que dizer.” “Não tens mais nada que fazer??” Extraída do utilíssimo Ciberdúvidas, que devia ser uma quotidiana ferramenta de trabalho para quem escreve. Fica o linque para quem quiser aprofundar o tema: ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=485
ahhhh então é por isso que o ‘outro’ diz “penso eu DE QUE…”
Sou mesmo distraído, só agora é que percebi.
Pois, na dúvida utiliza-se o de e o que um a seguir ao outro e pronto: problema resolvido, Carlos Alberto.
De.
Eheheh…
Pensei que dirias isso, João. Ou devo chamar-te anjo da guarda?
Olhando bem, não sei se o pensei vai bem com o dirias. Talvez tivess sido melhor: tinha a certeza de que (de que?) dirias isso. E anjo da guarda tem hífenes? E é hífenes ou hífens. Irra, vou almoçar. Está a dar-me fraqueza.
🙂
… é sempre também a minha eterna dúvida…
Assim sinto-me mais acompanhado, João.
Temos de reflectir, se é que temos, por outro lado também temos que reflectir 🙂
Ora bem, Rui, comigo é assim.
a’ Hoje, temos que reflectir.
b’ Hoje, temos de reflectir sobre aquele assunto.
Com outro verbo:
a’ – Queres que te empreste um livro?
– Não, obrigada já tenho que ler.
b’ – Vamos dar um volta?
– Não, posso: tenho de ler este artigo.
Resumindo: “temos que” quando há omissão do complemento directo ou do que as suas vezes fizer; “temos de” quando o complemento directo está explícito.
Mas isto sou eu que sou antiquada.
A mim convenceu-me, Ivone. Vou guardar o seu comentário para não me esquecer.
Se me permitem:
http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?i d=15563
Os meus cumprimentos para toda a equipa de um dos melhores blogues que conheço.
Acrescento que da, da minha parte, não tenho de pensar, não, porque este governo já me deu muito que pensar durante estes anos.
Permitimos e agradecemos. O ciberdúvidas é uma excelente ferramenta. Muito obrigado pelas suas palavras.
Vejo que há quem esteja a levar a coisa muito a sério. Vamos então a isso.
O “que” referido não é uma tolice, mas um francesismo escusado (o “que” francês traduz-se por “de” em bom português).
Honni soit qui mal y pense
.
Antes de mais dou os parabéns aos colaboradores deste blog pela qualidade apresentada. Por vezes venho cá ver os artigos e tenho-me sempre deliciado com as abordagens aos assuntos, a escrita fluente e agradável aos sentidos.
Aproveito, se me permitem, para dar a conhecer o espaço que acabei de inaugurar, para poder exercitar um pouco os meus desvarios literários: o “Gangster do Colarinho Multicor”. Aborda atualidade entre outros.
Não sei ao certo como posso dar a conhecer o blog a terceiros, qual a melhor forma de o publicitar um pouco. Se puderem dar umas dicas, agradeço.
Continuem o bom desempenho. O povo agradece. 🙂
Viva, Dinis. Antes de mais, agradeço as suas palavras sobre o DO. Tenho muito gosto em dar-lhe este espaço para publicitar o seu blog. Fui lá espreitar e gostei do que vi. Não sou a melhor pessoa para lhe dar conselhos (nisto da bloga, também sou um bocado maçarico, sabe…). Mas, na bloga como na vida, há algumas coisas que são importantes: qualidade e persistência. Desejo-lhe as maiores felicidades para o projecto.
Bem, se eu me fosse importar com o facto de não ter visitas nos meus blogs, não tinha 20 blogs no ar e todos de diferentes assuntos. hehehehehe
Acho que escrevo e poemo só para mim, hehehe
No entanto, eles estão cheios de artigos formidáveis de todos os amigos da Net , brasileiros e portugueses.
Quando encontro links bons, ponho neles, conforme os assuntos tratados, mas não costumo maçar ninguém para me porem a mim.
A propósito, o link deste blog vai direitinho para o meu blog da política porque me pareceram interessantes as nossas últimas conversas.
De notar que a resposta de «Os Verdes ainda não estão maduros», foi óptima! hehehehehe
Bem metida e de bom gosto! Gosto disso!!!!!!
E, também a propósito, estou com falta de amigos portugueses mas para o correio diário. Os amigos brasileiros queixam-se de falta de artigos portugueses e que só lhes mando artigos brasileiros. m
Ridículo, não é? Fazer o quê? Não há, não há!!!!!!!
Um abraço da Ti Laura
http://poemasdomomento.blogspot.com
http://osmeuspoemaseditados.blogspot.co
Um abraço, Laura. Creio que deu a melhor mensagem possível ao Dinis. Escrever o que queremos escrever. O que nos faz bem. O que nos apetece.
“Precisamos de reflectir.” 🙂
Como te compreendo. É absolutamente incrível o número de vezes que tenho dúvidas básicas. O problema é pensarmos demasiado. Devíamos escrever de rajada e não reler – como, aliás, parece regra em muitos blogues.
(Hmmmm, deveria acrescentar “ser” entre “parece” e “regra”?)
Se deverias acrescentar “ser” entre “parece” e “regra”? Naturalmente. Tão natural como acrescentar Douro entre Porto e Gaia. Eheheh…
Tal e qual, José. Reler é, muitas vezes, tresler.
Uma coisa tenho eu a certeza. Na minha quarta classe quando aprendi as preposições e os pronomes relativos, na componente da sua aplicabilidade, isso foi-me ensinado.
Lamento, a porra da pdi está a atraiçoar-me e não consigo chegar a conclusão alguma que possa ajudar.
Eu também tenho a certeza de ter aprendido, Singularis. Mas, a memória é selectiva, o que podemos fazer?
de!
Alinhas com a maioria esmagadora, Laura…
esperançosa palavra para hoje, Rui: maioria esmagadora.
esperançosa palavra para hoje, Rui: eu a alinhar com a maioria esmagadora.
Há mais de vinte anos que sou editor de textos e sei bem que esta é uma das dúvidas mais frequentes. Segue a resposta que me parece mais adequada:
«Quando se estuda ‘ter que’, costuma-se estudar também ‘ter de’, porque se empregam em circunstâncias diferentes.
‘Ter de’ emprega-se quando se subentendem palavras como necessidade, precisão, desejo, obrigação, antes da preposição de: “Tenho de comer.” “Tenho de o ajudar.” “Tenho de trabalhar muito para viver.”
‘Ter que’ usa-se quando subentendemos palavras como “muito”, “pouco”, “nada”, “algo”, “coisa”, “coisas”. Estas palavras são antecedentes “do que”, pronome relativo. Este que é o complemento directo do verbo que se lhe segue: “Tenho muito que contar”. “Elas tinham muitas coisas que dizer.” “Não tens mais nada que fazer??”
Extraída do utilíssimo Ciberdúvidas, que devia ser uma quotidiana ferramenta de trabalho para quem escreve. Fica o linque para quem quiser aprofundar o tema:
ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=485
Tenho de te agradecer a completíssima explicação, Pedro. E é verdade que o Ciberdúvidas tem sempre muito que contar.