Houve um momento da minha infância – não sei precisar quanto tempo durou – em que dizia querer ser, quando fosse grande, maquinista de comboios. Gostava de comboios, nada a fazer. Foram muitas as viagens até Beja (ainda sou do tempo em que os comboios chegavam a Beja, vejam bem) e até ao Algarve nas velhinhas automotoras. É certo que, durante a infância, momentos houve em que outras opções profissionais também se afiguravam fascinantes, como a paleontologia (obrigado, Spielberg), mas olhando hoje para trás, a mais viável teria sido mesmo a carreira de maquinista. Enfim, chegada a adolescência optei pelas Humanidades, e mais tarde pela Comunicação. Má escolha. Tivesse eu ingressado na CP e não só teria uma vida mais simples, certinha entre carris e o pouca-terra pouca-terra da locomotiva, como também estaria agora de papo para o ar, a gozar umas belas férias greves desde finais de Fevereiro, o que seria excelente para voltar a colocar os meus sonos em dia. Ainda irei a tempo de uma transição de carreira?
Quando fosse grande
eventhorizon,

Que é como quem diz, uma mudança de agulha…
Muito bem visto!
Se fores de arriscar, fala com o ainda ministro Mendonça. Tanto podes avançar, o que é uma trabalheira, como podes ficar suspenso, como o resto do país.
Mas já nem as locomotivas avançam, João..!
Ainda hoje tive que andar a queimar gasolina por causa desses superlativos técnicos de botões e manivelas.
Direito a greve é como se queira. Tanto aparecem como não aparecem. À hora da partida é que se sabe. Lotaria!
As empresas não têm defesas, aos cidadãos pede-se solidariedade.
Uma ova!!!
Por mim fechava a CP pelo tempo da convocatória da greve.
Pelo andar (parado) da carruagem, diria que já faltou mais…