Os provérbios populares, como “Mortos à cova, vivos à fogaça” correm, hoje em dia, graves riscos de se tornarem obsoletos. A ideia de prolongar a vida, no mundo virtual, para lá da morte parece que está a ganhar adeptos. Parece-me concorrência desleal ao espiritismo. Basta um computador com acesso à internet para que mortos e vivos possam encontrar-se agora num limbo onde os que já estiveram vivos podem, por exemplo, divulgar segredos a todos os que continuam vivos, sem que tal acto os possa prejudicar. Em termos pessoais e familiares isso pode ter consequências complicadas. Agora imaginem à escala de um país ou das relações entre países!
Depois da morte, o ciberespaço
Ana Lima,
