A resposta europeia à crise


jmmcc,

Em números ainda avaliados por baixo e sem grandes contas inerentes que andam por aí espalhadas, o TGV não tem um bocadinho de via férrea para amostra e já nos custou (ou está a custar-nos) uns 300 milhões de euros. A notícia é arrepiante? Pois é, mas Bruxelas já foi avisando que Portugal corre o risco de perder 600 milhões de euros de fundos europeus se não avançar com o TGV.

Tão amigos que eles são. Não nos dão 600 milhões pelo risco colectivo que vivemos com o PS no governo, mas acenam-nos com 600 milhões de comboio de ricos para continuarmos a ter uma vida arriscada. Não consigo imaginar que propostas terão feito à Irlanda, mas começo a perceber por que é que a Alemanha obrigou a Grécia a comprar submarinos. É a resposta à crise.

Bruxelas aconselha-nos a poupar? Não. Aconselha-nos a gastar uns milhares de milhões de euros para termos um TGV que não conseguiremos pôr a andar. Em suma: a Europa está mesmo em crise. E cada vez com mais carris de bitola estreita em vez de miolos.

24 comentários em “A resposta europeia à crise”

  1. Caro João,
    Acha que o Pedro Correia já leu este seu post?
    Isto, porque, para ele, a culpa de tudo o que acontece – inclusive desta ex-futura virtual perda de 600 milhões de € com que BRuxelas nos acena – são de José Sócrates.
    Eu acredito que não chegámos sozinhos até aqui.
    E, por falar, em submarinos, gostava de lembrar que hoje há uma notícia a informar que os alemães reduziram a qualidade dos submarinos que nos venderam, mas Paulo Portas – nosso Ministro de Estado e do Mar – manteve o preço inicial (antes da diminução da qualidade de fabrico dos submarinos).
    Ah Sócrates!, quão largas são as tuas costas!

    1. Tem razão, Anónima: «não chegámos sozinhos até aqui». Com Sócrates, Teixeira dos Santos, etc., chegámos muito mal acompanhados. Acho que o Pedro sabe isso melhor do que nós os dois juntos.

      1. Acho que quer o João quer o Pedro só têm um lado da perspectiva… esquecem Cavaco Silva que deu 13.ªa pensão e subsídico de férias aos reformados, Manuel Ferreira Leite que engoliu o fundo de pensões da CGD e outras “habilidades orçamentalistas”, para só falar de alguns “queridos”.
        A responsabilidade é colectiva, sim, e começa em nós que os elegemos!
        Tenho a consciência tranquila porque não votei nos que praticaram as maiores fraudes e embustes económico-financeiros-orçamentais de que padecemos e padeceremos nos próximos anos.
        Porém, pago e pagarei ao longo dos próximos anos!
        E, por isso, não tenho memória selectiva, como parece ser o seu caso e o do Pedro Correia.
        Desculpem, se estiver errada, mas não é o que resulta das vossas posições aqui no DO.

        1. Já você, Anónima da Silva, não é nada selectiva. Tanta opinião nesta e noutras caixas de comentários e nem uma criticazinha ao génio que nos (des)governa há seis anos. A culpa é sempre da oposição. A culpa é do Passos, que nunca governou, da Ferreira Leite, que foi ministra durante dois anos, e do Cavaco, que deixou de governar em 1995. Nem o Omo lava mais branco.

          1. Não, Pedro.
            Não é isso que tenho como certo.
            Certo é, para mim, que PS, PSD e CDS são os responsáveis pela situação a que chegámos.
            Porém, o que Passos Coelho fez a Sócrates com o PEC IV é de uma irresponsabilidade total, a revelar a impreparação e a flata de seriedade para governar Portugal.
            E fique o Pedro sabendo que se antes do PEC IV me preparava para votar PSD – dando uma oportunidade a um político sem experiência governativa -, depois de Março 2011, estou a pensar entregar o meu voto a José Sócrates (ainda que me venha a arrepender). Tem demonstrado uma superioridade que não vejo em Passos Coelho, Paulo Portas, FLouçã e Jerónimo de Sousa.
            Será, se quiser, o menos dos males!
            Mais ainda assim muitos furos acima de todos os outros juntos.

          2. Entendo-a, Anónima: os PEC anteriores e os OE eram a brincar; o PEC 4, que ia ser tão bom, não o deixaram passar. Que oposição mais irresponsável, não é?

          3. João,
            Até o PSD já veio dizer que aquando dos PECs anteriores e dos orçamentos anteriores já se sabia que eram necessários “mais sacrifícios”!
            E PC apresentou, no estrangeiro, como justificação para o chumbo do PEC IV que ele – PEC IV (e eu acrescento, ele próprio PCoelho) não ia tão longe quanto o necessário?
            Acha que se PC for governo é pão e mel para todos? Sendo o IVA a 25%?
            Admito que goste, João.
            Eu não.

          4. João,
            Isto não é bem por esta ordem de entrada.
            Mas o meu amigo é que é o presidente do post…
            (Perde-se a noção dos comentários se não estiverem seguidos. Ou dá mais trabalho)

          5. Não dá qualquer trabalho. Por isso é que estão por ordem. Mas a disposição é determinada pelo Sapo, que construiu e alocou o blogue.

          6. Pedro,
            Deve ter-se enganado na marca.
            Para si deve ser mais “Presto”, o que tem glutões para a sujidade.

  2. Só lembrar, que independentemente do próximo governo em Espanha, do PSOE ou PP, nuestros hermanos preparam-se para passar a factura de terem feito o TGV até à fronteira e nós nada. Para eles será fácil, cortar caudais no Douro, Tejo e Guadiana, dificultar o tráfego de energia eléctrica de França, operações non stop e rigor total ao nosso tráfego rodoviário para o centro da Europa. Melhor estarmos preparados para os nossos amigos Europeus.

    PS: Portugal através do consórcio financeiro já pagou os submarinos à Alemanha, agora é pagar aos bancos…

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