Blogue da semana


discutindoopinioes,

Nas últimas semanas, mesmo os mais cépticos têm tido razões de sobra para acreditar que em Portugal os acontecimentos políticos escapam a um entendimento racional. Na pastelaria, diz-se que o país é uma anedota. As próximas eleições podem comprovar a tese: se o PS não for fortemente penalizado, ficamos a saber que para muitos eleitores não interessa a responsabilidade – e a culpa – de quem nos conduziu a esta situação. Sim, podemos discutir as causas da crise política e o papel da oposição em todo o processo, mas é inquestionável que a governação socialista não alterou o rumo que o país estava a tomar. A prová-lo estão os factos e os problemas que o Álvaro Santos Pereira tem enumerado no “Desmitos”, o blogue que eu escolho esta semana.

14 comentários em “Blogue da semana”

  1. Ana, obrigada pelo link mas esse meu post, de Março, está muito desactualizado.
    Entretanto já tivemos o PSD a votar contra o PEC 4 porque prefere um PEC 5, o Nobre nas listas do PSD e o Basílio nas do PS, o congresso de sócrates a querer entusiasmar o país, o Otelo a dizer-nos para termos cuidado com a GNR que a malta de lá é muito dada a revoluções…
    E assim de repente não me lembro de mais nada.

  2. … ah, esquecia-me; e o Marinho Pinto a dizer para não votarmos
    (se me lembrar de mais alguma coisa, volto cá)

    1. Ana, tudo o que vai acontecendo só confirma a tese. Eu pensei em colocar a do manicómio, mas prefiro a da anedota porque às vezes ainda me consigo rir… E esta do Marinho Pinto é a cereja em cima do bolo.

  3. PARA MIM JÁ FOI PARA ONTEM, DR. MARINHO
    Por todas as razões e mais estas: Continuam a misturar abstenção com insondáveis razões de ausência do acto eleitoral em corrente avulsa. Quem tem medo de um campo (X) para esse efeito em cada boletim de voto? Esta intransmissível , pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir a dignidade de voto validamente expresso. Já há muito tempo lavro o meu protesto não indo votar, por me estar vedada a possibilidade de presencialmente me abster querendo. Uma civilizada, consciente e ponderada escolha obrigada a ficar na rua no cemitério de incertos em vala comum? Quero ser crescido como os nossos deputados, que na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença. Porque um direito pode não ser exercido, então vou faltando até que veja por aí alguma explicação para estas e outras que sabem a manipulação dos instalados. Aproveitem a onda e anunciem para o horizonte próximo uma lei eleitoral decente. Até lá não alimento nem pactuo com torcedelas na democracia.

  4. PRÓ BARULHO

    ATENÇÃO ATENÇÃO PESSOAL ALERTA GERAL, A CONSTITUIÇÃO É INCONSTITUCIONAL

    Com guardiões do templo, constitucionalistas e comentadores de elite a não levar a mal. O direito enviesadamente consagrado de intervenção cívica e de participação política dos cidadãos não pode estar sujeito a qualquer tipo de filiação em grupos de interesses de caserna, como no exemplarmente indecoroso expoente da promiscuidade e compadrio traduzido no chocante apropriar das almas pela partidocracia cá do sitio.

    Como vulgar cidadão eleitor, tenho ao longo do tempo tentado perceber se há alguma lógica associada ao modo como é considerada e tratada a “abstenção” tanto no processo como na contabilidade eleitoral no nosso sistema político. Os diversos apelos de esclarecimento que tenho formulado tem sempre caído em saco roto. Para além de comentários em espaços on-line, já me dirigi directamente a órgãos de soberania, partidos políticos e comentadores conceituados. Os apelos ao exercício da cidadania parece não passarem de pura retórica quando nem sequer um pedido de esclarecimento passa na triagem dos poderes instalados e nas adjacências que lhes suportam os tabus , não dando admissão a objectos descartáveis a que em linguagem de corredor devem chamar índios de utilização mercantil, tal o desprezo que revelam por intrusos no circuito fechado onde se movem.

    Continuamos a misturar abstenção com insondáveis razões de ausência nas urnas? Quem tem medo de um campo (X) para esse efeito em cada boletim de voto? Esta intransmissível , pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir a dignidade de voto validamente expresso! Tenho lavrado o meu surdo protesto não indo votar, por me estar vedada a possibilidade de presencialmente me abster querendo. Acham bem que a dignidade de uma civilizada, consciente e ponderada escolha seja obrigada a ficar na rua em corrente avulsa e depositada no cemitério de incertos sem lápide? Porquê tal discriminação em relação aos nossos deputados, que na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença? Porque um direito pode não ser exercido, então vou faltando até que veja por aí alguma explicação para as dúvidas expostas. Ou será que uma abstenção assumida presencialmente ao ganhar o estatuto de voto validamente expresso iria espremer e secar a fórmula e contas que protegem a comunidade de profissionais da política? A continuar sem esclarecimento e justificação não afastarei a suspeita de maquinação orquestrada e camuflada pela ditadura dos partidos que temos.

  5. PRÓ BARULHO (continuação)

    Na onda desta dúvida ainda não esclarecida permito-me avançar uma sugestão para início da abertura de portas á intervenção e representação política da sociedade civil nomeadamente com presença no parlamento, começando por contemplar o direito a assento por inerência a representantes de organizações sindicais, patronais e outras organizações não estatais, e ainda representação de profissões como operários, engenheiros, médicos, professores, jornalistas, banqueiros, reformados………. Da obediência dos partidos só entraria gente por eleição mas com ligação efectiva ao eleitor. Aplicaria a regra dos 3×33 =99 deputados. 1/3 por inerência para autarcas, 1/3 ainda por inerência aos grupos e profissões atraz assinalados e finalmente 1/3 para eleitos em nome dos partidos. Um povo bombardeado com doses cavalares de telenovelas, futebol aos molhos, alcofas abarrotadas de fantasias chiques e enxurradas de propaganda decorativa das elites instaladas com um sistema escolar transformado em depósito de peças sem etiqueta, onde nem 1 hora semanal é dedicada a aprendizagem e prática de cidadania e civismo.

    O tratamento puramente político-conjuntural da chamada ABSTENÇÃO não passa de um inútil enxofrar a rama que não cuida de cavar a terra e aconchegar as sementes. Não nos admiremos de uma solução hiper comercial com abertura de concurso para que empresas e potentados económicos possam patrocinar as eleições, suportando os gastos com brindes e prémios a atribuir pela pronta devoção. Com a oferta de porta-chaves e esferográficas para quem se apresente nas mesas de voto. Por sorteio entre os que marquem presença, em cada freguesia um rádio, em cada concelho um televisor, em cada distrito um carro, e como grande prémio a nível nacional uma casa. Interditar aos promotores a convocação de nus na correria a prémios mais chorudos que possam vir a entrar no catálogo de ofertas. Enquato ninguém me esclarecer fico na rua, e ainda, para quando uma lei eleitoral que termine com um parlamento que é um tormento, para dar lugar a mais deputados da nação e menos a figurantes de guião.

    Em algum passo do clausulado constitucional se refere a indispensabilidade de filiação ou obiência a cores partidárias para exercicio da soberania pelo povo através da participação e representação política? Constituição ou lei eleitoral Inconstitucionais? Ou ambas?

    1. a.marques, penso que o problema da abstenção é pertinente e complexo. Concordo com a ideia de que é importante não confundir recusa voluntária de participar numa votação com indiferença. Seja como for, o mais importante será manifestar o nosso descontentamento, de forma efectiva, usando os mecanismos que temos, neste momento, ao nosso dispor.

      1. Manifestar descontentamento é importante também neste espaço de civilizada e livre opinião que prima pela consideração de diversificadas abordagens. À D. Ana Sofia Couto o meu agradecimento pela atenção concedida.

  6. Que eu saiba o PSD apoiou 1/4 do caminho dos “factos” que o PS fez.
    Provavelmente os outros BE, PCP, CDS se dependesse deles teriam feito o mesmo vendo que nenhum criticou seriamente o aumento da dívida.
    Só no ano passado 19 mil milhões de Euros a mais de dívida fora a escondida.

    Por isso onde está a prova de discernimento dos outros pelo caminho para a bancarrota feito pelo PS?

    Lembra-me o “Feios, Porcos e Maus”

    1. Lucklucky , é certo que neste caminho para a bancarrota todos ajudaram. Uns porque não criticaram o aumento da dívida, como diz (Manuela Ferreira Leite foi quem insistiu mais neste problema), outros porque ignoraram a situação. A todos faltou lucidez, é um facto, mas o “caminho”, ou o rumo, foi feito pelo PS, que ainda por cima nos brindou recentemente com um congresso em que “tudo foram rosas” e as vozes críticas mal se ouviram…

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