«Elas continuam a ganhar menos do que eles e a serem agredidas dentro da própria casa, mas hoje estão mais protegidas e têm mais consciência dos seus direitos.»
(Lead in Público Última Hora)
«Elas continuam a ganhar menos do que eles e a serem agredidas dentro da própria casa, mas hoje estão mais protegidas e têm mais consciência dos seus direitos.»
(Lead in Público Última Hora)
Escapou-me inicialmente essa facada na boa sintaxe. O que seria do Mundo sem a bloga.
Abraço, caríssimo!
Estão mais protegidas sim … , desde começaram a aprender artes marciais .
mfm
Rectificação: …, desde que começaram a ….
mfm
Certo.
Abraço retribuído com gosto.
Campanha negra de Sócrates na revista norte-americana New Scientist
http://trocaopasso.wordpress.com/2009/03/0 8/campanha-negra-de-socrates-na-revista-n ew-scientist/
LOL
😉
Pois é. Eles andem aí…
Andem e não querem saberem!
João, em tempos escrevi um texto sobre o romance «O Codex 632», para uma revista. Copio um excerto do que escrevi: «É irritante a sucessão de erros gramaticais do tipo ‘eles conseguiram irem’, em vez do óbvio ‘eles conseguiram ir’ (este exemplo é inventado, mas existem várias construções do género ao longo do livro).»
Lembro-me de que na altura, nesse livro, foi a primeira vez que vi uma construção assim, ainda por cima repetida não sei quantas vezes. Agora, pelos seus posts aqui, vejo que esta asneira é frequente. Só não consigo perceber como é possível dizer ou escrever asneiras assim sem que ao próprio autor não pareça estranho, absolutamente sem sentido.
corrijo, sem que ao próprio autor pareça estranho (coloquei um «não» a mais)
Alguns nunca aprenderam a escrever. Outros – como irá verificando – vão começando a dar (a darem? :-)quando a idade avança. Eu estou no segundo caso… E, olhe, já nem me preocupo muito
Por qualquer razão incrível, entre cada vez mais asneiras, o infinitivo dos verbos parece que desapareceu e ninguém sabe o que é o sujeito.
A propósito, João: deve dizer-se “um milhão e meio de portugueses prefere as boas notícias”, ou “um milhão e meio de portugueses preferem…”?
Preferem, Joaquim. Um prefere, dois preferem… uma dezena preferem… um milhão preferem…
E, então, se for: «um grupo de portugueses foi (ou foram?) apanhados por um tornado»
Um grupo, não importa de quê ou quem, foi. Milhão é um número; grupo é uma unidade.
Esclarecido. Obrigado. A jurisprudência dos professores catedráticos na matéria divide-se.
Eu sei, mas tem de existir uma linha coerente determinante. Uma língua – a ferramenta essencial da expressão, da comunicação – não se compadece com discussões académicas: tem de assentar em princípios conclusivos.
Tens razão, mas a confusão é imensa. E não há acordo ortográfico que lhe valha.
Agora, apenas exemplos.
1. Dez, cem, mil, um milhão: mais do que um; muitos. Ex.: 999 mil pessoas manifestaram-se; um milhão de pessoas manifestaram-se. Não é possível passar a singular o plural a que ainda se acrescentou mais uma unidade.
2. Um grupo é uma unidade: um partido, um grupo coral. Grupo, agrupamento, etc. indicam coesão, unidade. Ex.: os socialistas foram a eleições; o PS foi a eleições; a minha família foi votar; as pessoas votaram; o pessoal votou…
Bem, as coisas que aqui se aprendem!!
Qualquer dia passo eu a vir tirar dúvidas que por ora não me lembro de nenhuma 🙂
Se calhar, nunca tem dúvidas e raramente se engana… Hehehe…
Só podia mesmo “serem” mais uma das notícias daquela «Última hora», fatídica, que nós bem sabemos… Só não entendo, então, como é que elas (não) estão a “ganharem” menos do que eles…
Andem lá perto. Isto é, andem por aí…