Em três dias, no Egipto, o facebook juntou 400 000 usuários apostados na sublevação contra Mubarak.
Chamam-lhe agora Sawrabook, o livro da revolução.
Num país onde a rede ‘Al Jazeera’ ainda não chegara e a televisão do estado exibia velhos filmes a preto e branco, foi obra.
Às armas, e ao alcance de um teclado.

Grande título, Laura! São as novas armas, é verdade, mais invencíveis e acessíveis do que nunca. E ainda bem, quando dão voz a quem não a teria de outra maneira.
Num país com 55 milhões de utilizadores de telemóvel e 20 milhões de utilizadores diários da Internet não há “estado de emergência” que possa tapar as correntes da liberdade. Isto não é lirismo: é a realidade.
Penso muitas vezes nisso: numa era em que perdemos tantos poderes de intervenção, tais são as subversões da democracia representativa, há que estar consciente da força destas novas armas que ganhámos. Nem tudo é mau…