Hoje sabe-se quando uma revolução está no bom caminho.
É quando são milhões e há flores.
É quando as mulheres têm voz.
É quando os militares também são povo e a solidariedade não tem fronteiras.
É quando a liberdade não tem idade e a resistência tem pão.
É quando todas as ditaduras são denunciadas e rejeitadas.
É quando existe informação sem fronteiras.
É quando as pedras servem para gravar mensagens.
É quando os exemplos dos outros não foram em vão.
É quando pessoas de religiões diferentes rezam juntas em público.










Podes acrescentar um sinal espantoso e inesperado: “É quando representantes de religiões diferentes rezam em conjunto em público”. Foi um momento muito simbólico e comovente, que mostra como o povo quer uma reforma pacífica e não dominada por extremismos religiosos.
Muito bem. Não me lembrei de o referir talvez por falta de imagens, mas fizeste muito bem em dizê-lo.
Deves ter gostado do espaço dado à voz das mulheres.
Gostei, pois! Ver mulheres a participar na vida pública, em países árabes, já é um feito. Mesmo algumas de véu e cara quase totalmente tapada, como se tem visto na televisão.
Referia-me ao facto de eu o ter assinalado…
Quanto à tua sugestão, está cumprida. Obrigado.
Muito obrigada, senhor Matos Maia.
😉
;o)
E ainda tenho mais uma sugestão: “É quando o povo faz espontaneamente um cordão humano em volta do museu nacional, para proteger do vandalismo o seu património histórico”
Excelente ideia. Mas esquece, ou queres ver-me morto? Passo a informar: usei o Photoshop para reduzir as fotos ao mínimo de qualidade e juntei-as para cada duas ser uma só. Creio que o ‘post’ não cria qualquer dificuldade de abertura, mas não quero abusar da paciência de algum computador obsoleto!
LOL. Pronto, pronto, não digo mais nada…
Podes sempre dizer. Pelo menos, os nossos leitores poderão saber o que o ‘post’ não consagrou e devia ter consagrado. Ficas nomeada ‘dizeira’ (conhecias este neofrancesismo?) deste ‘post’.
Gosto. “Dizeira” é uma boa palavra para pormos em cima da mesa. Basicamente.
Então aproveita a janela de oportunidade que te dei.
“É quando a liberdade não tem idade (…)” Com este item não consigo concordar. Fico sempre revoltada quando vejo crianças serem levadas para lugares que a qualquer momento se podem transformar em campos de batalha.
De resto, subscrevo tudo.
Tem razão, Susana, também me impressiona ver crianças nestes cenários potencialmente explosivos.
Muitas vezes, é maneira de manter a paz nestes lugares. Especialmente quando as creches fecham como os restantes estabelecimentos e os pais estão envolvidos. O que isto tem de bom também é o que tem de mau.
Um grande momento, João. Este é o post que eu gostava de ter feito sobre este assunto. Parabéns.
Obrigado, Rui. Farias melhor. Ou, vá lá, não farias pior…
Excelente mosaico sobre a revolta egípcia, que tanta confusão está a causar por essa blogosfera fora, à esquerda e à direita, agitando-se o papão do «perigo islâmico» para justificar a manutenção de uma ditadura totalmente injustificável.
Isto no dia em que se soube que a família do ditador tem uma fortuna acumulada de 40 mil milhões de euros.
Só um ditador faz tal fortuna. Está longe de ser o primeiro e não será o último. Mas acredito que há cada vez menos.
Clap, clap, clap (estou a bater palmas).
Grande post!!!
Obrigado, Pedro.
Obrigada, Sr. João Carvalho… este tocou-me profundamente, parabéns! E não resisto a deixar-lhe um abraço, muito sentido… mais este poema, e este, magoa-me muito, eu luto, defendo, acarinho, todas as
crianças, todas as mulheres, mas não chega, nunca chega… :((
Meninas e Meninos
Todos já vimos
nos livros, nos jornais, no cinema, e na televisão
retratos de meninas e meninos
a defender a liberdade de armas na mão.
Todos já vimos
nos livros, nos jornais, no cinema e na televisão
retratos de cadáveres de meninos e meninas
que morreram a defender a liberdade de armas na mão.
Todos já vimos!
e Então?
Fernando Sylvan ( Lá longe a Paz )
É uma honra, esta distinção.