Há 19 anos, depois de muitos “números zero” (dizia-se que andávamos a “trabalhar para o boneco”), nascia o Público. Tive muito orgulho em integrar essa equipa de pioneiros, correspondendo a um convite do Vicente Jorge Silva, que contra os habituais Velhos do Restelo soube construir um grande projecto jornalístico. Hoje o jornal aparece com editorial de António Lobo Antunes, que foi director por 24 horas. Vale a pena lê-lo: “Devíamos vir com manual de instruções, como os electrodomésticos.”
Director Lobo Antunes
Pedro Correia,

É que vale mesmo.
Excelente. Aliás o Lobo Antunes – há muito que defendo isto – é sobretudo um autor adaptado ao formato jornal. As crónicas dele são do melhor que se escreveu no género em língua portuguesa desde sempre.
Sem dúvida. Se está mesmo a pensar deixar de escrever livros dentro de 2 anos, segundo percebi, escrever em jornais era uma óptima ideia!
É importante lembrar aqui que o Pedro Correia foi o primeiro correspondente do ‘Público’ em Macau, no tempo em que escrever textos anti-governador poderia colocar a vida em perigo. Há que ter memória…
Visto à distância, dá muito gozo recordar as manchetes dessa época fervilhante. Macau estava então na primeira linha da actualidade noticiosa, nem sempre por bons motivos.
Abraço, João
Registo oportuno, João.