No momentoso assunto da ficha de bom comportamento de Cavaco Silva, Manuel Alegre voltou a recordar que é um resistente à ditadura, um combatente pela democracia, de todas as horas e de todos os tempos. Confirma-se, portanto: Manuel Alegre tem um glorioso passado à sua frente.
Sim, já todos temos uma ideia do que fizeste no regime passado
Rui Rocha,

E a Trova do vento que passa? O que seria do Alegre sem esse poema? Até dá pena!
Lol, Sérgio. Sabe que mais, acho que o poema é autobiográfico: na parte do vento que nada diz.
Rui, acho-te a maior graça e o post está muito bem apanhado, como sempre. Mas não confundas o poeta com o político, porque o primeiro é excelente. Já agora, aconselho ao Sérgio que leia o resto da obra poética de Manuel Alegre e se deixe de avaliações sumárias por um só poema (magnífico, aliás).
Esta não podia deixar passar, meus senhores. Sorry.
Concordo inteiramente contigo Ana. Referia-me à autobiografia do político que em nada afecta a qualidade do poeta. Já cantei muitas vez a trova do vento que passa a plenos pulmões. Com prejuízo evidente de quem me ouve.
Lol. Também eu, acredita.
Ahahah, muito bom. Fez-me lembrar “O Vendedor de Passados”, em que o cartão de visita do dito diz “dê ao seu filho um passado melhor”.
Sim, sim! É como se estivessemos a recuar mais para a frente.
*estivéssemos.