Parece que, finalmente, o general Rocha Vieira se predispôs a contar a sua versão da história da criação da Fundação Jorge Álvares. E vai fazê-lo na Gradiva, como não podia deixar de ser, do seu ex-assessor Guilherme Valente.
Pode ser que depois, e uma vez que já passaram dez anos, Jorge Sampaio também venha revelar alguma coisa mais, já que agora é ele quem fica mal na fotografia.
Dez anos volvidos, os portugueses continuam sem saber o que afinal aconteceu, e como aconteceu, com uma fundação criada às escondidas, dias antes da transferência de Administração para a China, que tem albergado ex-governadores, organizado almoços, e servido para continuar a dar trabalho a ex-colaboradores, amigos e protegidos. Ou seja, os mesmos que em Macau já se acolhiam à sua sombra.

Dez anos depois, a história já deve ter muitas histórias.