As editoras já não sabem o que inventar mais. Pegou a moda de juntar nomes conhecidos “da mesma área” (seja lá isso o que for), de forma quase sempre forçada, com o objectivo de que escrevam a n mãos um livro com um tema qualquer. Deste nos dá conta – com a habitual ironia e graça – o Ricardo Araújo Pereira na sua crónica da Visão. Mais uma estapafúrdia ideia editorial, supostamente interessante. Traduza-se: mais uma receita comercial que se pretende garantida. Mas duvido de que o venha a ser. Afinal de contas, político não é sinónimo de escritor nem criança é sinónimo de imbecil.
Aqui fica um pequeno aperitivo da cáustica pena do RAP: «Qualquer conto que comece com a frase “Era uma vez um ministro das Finanças” faz com que as crianças pensem, entusiasmadas: “Ui! Temos história de piratas.” É uma das mais velhas fórmulas da literatura juvenil.»


Todavia, Ana, os políticos têm revelado alguma capacidade para adormecer as consciências dos adultos.
Lá isso é verdade. E as deles próprios, sobretudo.
Não adianta fazer comentários às crónicas do RAP… mesmo nos dias mais desinspirados continuam a ser as melhores crónicas que temos na imprensa. E esta, convém dizer, está particularmente inspirada!
De acordo, João. Já agora, o allien lá de cima é em tua honra.
Vejo que também estás a aderir à dinâmica imagética…
Antes que tudo paralise…