D. Manuel Martins, em declarações à Lusa, acusou o Governo de ‘matar pela raiz os direitos sociais’. Palavras desassombradas e sem entrelinhas, proferidas com a autoridade moral de quem sempre esteve, incondicionalmente, ao lado dos mais desprotegidos. Leitura na íntegra recomendada para todas as idades e muito útil para quem pensa que o socialismo é um lenço vermelho na lapela de um fato Armani.
Terra chama… Sócrates (2)
Rui Rocha,

Teria sido tão importante ter ouvido pessoas como D. Manuel Martins, há um ano.
Era Setembro e o país (ainda) vivia em tons cor-de-rosa. A tempestade aproximava-se, mas a verdade e a honestidade não se deixavam vislumbrar pelo nevoeiro que se abateu na discussão, adensado pelo fumo de campanhas negras contra “a velha”.
Afinal, os modernos e tecnológicos amanhãs não cantaram… só se ouve o tom desafinado e cruel da pobreza.
Quem responde por esta ilegítima apropriação do poder, baseada em pressupostos falsos, em discursos manipulados, em cumplicidades vergonhosas?
Partilho a sua amargura, Núncio. Quem responde? Pois. Sabemos apenas quem paga. Já é tarde, mas por isso mesmo é mais urgente ouvir pessoas como D. Manuel Martins.
Caro Rui,
será tarde para impedir certos efeitos, mas nunca é tarde para responsabilizar quem fez tanto mal à Política (com letra maiúscula), à economia e, sobretudo, à Democracia.
É algo de que não devemos desistir, Núncio.
Shiuuu, não queremos a Terra a chamar Sócrates coisa nenhuma. Quem nos dera que fosse Plutão a chamá-lo de vez.
Dos direitos sociais – desiguais – das várias confissões religiosas não fala D. Manuel Martins.
Concordo consigo, Zé Pinho. Mas, isso não lhe retira razão nos assuntos a que se refere.
Estou em sintonia consigo.
Desde há muito que aprecio a frescura de ideias de D. Manuel Martins, cidadão.
Mas quando fala em nome da Igreja não posso deixar de questionar a praxis da instituição versus discurso/doutrina!
Com toda a pertinência.
Não é bem assim, Zé Pinho. D. Manuel Martins não fala (nem deveria) em nome da Igreja no sentido formal, mas sim como uma voz da Igreja. Ou seja: ele é parte da praxis.
Não é por ter existido um padre Frederico que não existiu a Madre Teresa de Calcutá. Ou vice-versa.