Passado presente (CCLXXIV)


Pedro Correia,

 

 

Cinema Nimas (Lisboa)

13 comentários em “Passado presente (CCLXXIV)”

  1. É impressão minha ou eram só senhoras que trabalhavam no Nimas? Uma vez chamaram-me à atenção sobre isso e da meia dúzia de vezes que lá fui nunca vi nenhum funcionário do sexo masculino.

    1. Não me lembro, Paulo. Mas lembro-me de ter visto no Nimas alguns dos filmes da minha vida. ‘Chove em Santiago’, cujo cartaz aqui reproduzo, foi precisamente o filme de estreia nesta sala que tão boas recordações deixou aos cinéfilos portugueses.

        1. Se a memória não me falha, o Daisy Miller,com uma muito novita Sybill Shepperd,também foi filme do Nimas.(era filme para namorar libidinosamente,era um bocado lamechas…)

          Oh malta e as sessões do Universal,na rua da Beneficência ? Aquilo era a revolução no ecrán, a “Terra Prometida” do Miguel Litín, salvo erro os Eisenstein da praxe, a malta até cantava a Internacional !! Para algo mais intelectual-soft, tínhamos o Estúdio,à Alameda, com os Bergmann,Truffaut,Goddard, estou velho meu Deus…

        2. Como vocês, também vi o “La vie en rose” no Nimas. E vi lá muitos outros bons filmes. O Nimas e o Quarteto fazem falta, pela qualidade dos filmes que apresentavam.

          1. Fazem falta, Ana. Sem dúvida. Mas não no estado degradado em que se encontravam nos últimos tempos. É lamentável a forma como vemos degradar tanta coisa à nossa volta sem um sussurro de protesto.

  2. Pena não teres visto, Pedro. Um grande filme a recordar a tragédia de milhares de mortos e desaparecidos durante e após o golpe de Pinochet. E a denunciar a participação americana, sobretudo através do CIA, no golpe, e a indiferença de Washington pelo destino de um jovem americano apanhado pela sua vilência. Curiosamente, no passado 11 de Setembro, foram poucos os que recordaram o golpe e a morte de Salvador Allende… Era outra, e mais mediática, a efeméride e não se diga que era por estar mais próxima de nós e por evidenciar a possibilidade de novas ameaças. Mas, como sabes, também há sempre razões políticas a determinar “agendas”…

    1. Sobre a mesma temática, vi uns anos depois um excelente filme que recomendo sempre, David. Também deves ter visto: ‘Missing’, de Costa-Gavras, com Jack Lemmon e Sissy Spacek.
      Quanto a este filme, espanta-me que tenha desaparecido por completo do circuito comercial e das sessões da Cinemateca. Quem não o viu na altura, como aconteceu comigo, não voltou a ter oportunidade de o ver.

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