Passado presente (CCLXIII)


Pedro Correia,

 

Livro de leituras da 4ª classe

13 comentários em “Passado presente (CCLXIII)”

  1. Já que estás numa de leituras caro Pedro, gostava que lesses também o último comunicado do Sindicato dos Jornalistas, disponível aqui: http://www.jornalistas.eu/noticia.asp?id=8319&idselect=3&idCanal=3&p=0.
    Confesso que não deixo de achar estranho que não te pronuncies sobre a coisa. Seria interessante ler-te sobre o que lá está dito.
    Ou será que tens uma “oposição” tão grande ao SJ que preferes envolvê-lo num muro de silêncio?
    Abraços camarada,

    1. Ó Helder, onde é que foste buscar essa ideia de que eu sou contra o SJ? Pelo contrário, considero que o SJ tem um papel insubstituível na defesa dos direitos socio-profissionais dos seus associados e dos jornalistas em geral. Diferente é a questão da deontologia, em que defendo a auto-regulação da classe, através de constituição de uma ordem profissional por diploma da Assembleia da República. E sinto-me cada vez mais bem acompanhado nesta matéria.
      Quanto à questão de fundo, que consta do comunicado que aqui mencionas, muito do que lá se escreve coincide com posições que também tenho expresso aqui.
      Um abraço, camarada.

      1. Essa da ordem Pedro… A mãe de todas as soluções para todos os problemas, dizes tu e os que te acompanham…
        Ou será mais a mãe de muitos mais problemas? Eu iria por aí meu caro.

        1. Que medo é esse de uma ordem profissional, Helder? Tantas profissões têm ordens – arquitectos, psicólogos, enfermeiros, engenheiros… Porque não também os jornalistas, que devem cumprir um código deontológico? Entendes que devem ser o Governo ou o Parlamento a ajuizar sobre esse cumprimento ou é preferível a auto-regulação? E devem ser o Governo ou o Parlamento a decidir as condições de acesso à profissão de jornalista ou é preferível a auto-regulação?

          1. Mas é por terem uma Ordem que os advogados, médicos, enfermeiros e outros “cumprem” mais e melhor a deontologia da sua classe profissional? Então mas tu não cumpres o código deontológico diariamente? Ou agora não consegues e só o vais conseguir cumprir quando houver uma Ordem profissional?
            Será que os jornalistas são uma classe com tantos crápulas que só a mão divina da Ordem os consegue meter na ordem? E, curiosamente, por que é que o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas só interessa aos camaradas quando lhes dá jeito e no resto do tempo dizem “ah, eu não sou sindicalizado”?
            Confesso que não consigo entender esse argumento de que só com uma ordem se cumpre o código deontológico.
            E dou-te mais um para reflexão. De dois em dois anos temos centenas de jornalistas a berrar que pagam 40 euros para uma carteira profissional. 40 euros, de dois em dois anos. Eu estou para ver quando começarem a pagar isso por… mês! Ou será que projectas uma ordem benemérita?

          2. Não concebo que um Sindicato, que deve defender os direitos socio-profissionais dos jornalistas, possa simultaneamente accioná-los por questões deontológicas. Só isso. Parece-me uma questão simples, mas algumas pessoas têm dificuldade em entendê-la.
            Ao fim de tantos anos, custa-me entender a guerra que vários dirigentes do SJ levantam à constituição de uma ordem profissional. Como se nas profissões que mencionei atrás, e em tantas outras, não coexistissem ordem e sindicato, cada qual na sua respectiva esfera de actuação. Custa-me entender como não querem promover um novo referendo aos jornalistas sobre o assunto, contentando-se com o que foi promovido há quase duas décadas, num contexto totalmente diferente.
            Mas enfim. Nada disto vem a propósito do antigo livro da 4ª classe.

          3. O sindicato tem um órgão autónomo para as questões deontológicas meu caro. Mas, de qualquer modo, e para não alongar a conversa que nada tem a ver com o livro, mas apenas com questões que se podem aprender ainda antes de entrar para a escola, registo apenas que não respondeste às minhas questões camarada.
            Mas, como ambos sabemos, a este nível estamos em campos “opostos”. Respeito!

          4. Respeito também, Helder. Por mim, preferia que gastasses as tuas energias em batalhas comuns e em esforços comuns. É muito mais aquilo que nos congrega do que aquilo que nos separa. E aquilo que nos separa, neste caso concreto, é apenas isto: as questões deontológicas podem e devem estar fora da alçada do sindicato. A bem de todas as partes. Só.
            No resto, em quase tudo o resto, estamos de acordo.

    1. O seu avô fez um livro que me marcou para sempre. E certamente o mesmo aconteceu com milhares de outras crianças.
      Aqui fica a minha vénia ao talento dele.
      O início do meu gosto pela leitura vem daqui. Ainda hoje sei de cor alguns poemas que constam desta antologia – do grande António Gedeão, por exemplo.
      Lamentavelmente, ainda não consegui encontrar uma reedição desta obra. Bem gostaria.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *