Da coerência


cadernoelastico,

Santos Silva, na versão Ministro da Defesa, anunciou a compra de aviões para patrulhamento da zona costeira. Falou de zona económica exclusiva e soberania nacional, e da necessidade de garantir ambas. Uma semana antes, estava sentado ao lado de um PM que berrava contra submarinos comprados para exercer exactamente a mesma função. Já o escrevi antes, e repito: a questão do mar implica uma decisão política, num cenário de escolhas limitadas por recursos escassos. Se optamos pelo mar, então assumimos os custos da decisão. Defender uma das maiores zonas económicas marítimas do mundo implica recursos e consenso político. Esta descoordenação absoluta é só tonta, e mais um caso de possível desperdício de recursos. Não podemos ter um Ministro da Defesa a avançar num sentido, contra um PM à toa.

5 comentários em “Da coerência”

  1. Muito bem, Ana, penso exactamente o mesmo. Se não nos concentramos na nossa vocação marítima (será que a temos ainda, para além do lirismo? não tenho a certeza) não nos resta muito mais.

    Mas é impressionante como o mesmo assunto pode servir de argumento de ataque e de defesa, consoante as conveniências do momento e a autoria das responsabilidades. Um mimo.

  2. Há aqui qualquer coisa que me está a escapar! Com a protecção que têm dado à pesca….Haverá algum negocio de permeio? A nossa frota cada vez está
    mais reduzida…só se for para os Espanhóis ficarem com mais espaço. E nós? Alugamos o mar para virem para cá pescar? Huuuummmmm ! Não entendo. Submarinos, aviões….há aqui qualquer coisa.

  3. O ministro da Defesa A.S.S. é coerente: não gosta de submarinos, quaisquer que eles sejam. Não gostou dos que vieram e, segundo notícia do Público, justificou a compra destes aviões com “a necessidade de executar missões de luta anti-submarina”.

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