“Se tomarmos o ponto de vista da humanidade e da liberdade, a História não conhece um déspota tão brutal e tão cínico como foi Estaline. Como criminoso foi metódico, total. Era um daqueles raros e terríveis dogmáticos capazes de destruir nove décimos de raça humana para ‘tornar feliz’ o outro décimo.”
Milovan Djilas, Conversações com Estaline
(editora Ulisseia, colecção Documentos do Tempo Presente)


Pedro, uma nota sobre o nome. Dever-se-ia escrever Djilass (sim, com duplo s) para se manter a fonética do nome (e no post está um l a mais no nome).
Djilass é uma figura que mereceria ser mais estudada, não apenas no contexto da Jugoslávia (e restante zona dos balcãs) mas como um pensador da personalidade eslava. Bem lembrado.
Concordo, João André. Preferi, no entanto, manter a ortografia literal que consta do livro, mesmo discordando dela. E manter até o péssimo título – em que se opta por ‘Conversações’ (tradução literal do título da versão norte-americana, ‘Conversations’, em vez de ‘Conversas’, como seria lógico e natural).
O livro, apesar da péssima tradução, é um interessantíssimo testemunho em primeira mão de um homem que esteve com Tito quando este cortou com Estaline e depois viria a cortar também com Tito, desiludido igualmente do comunismo ‘autogestionário’. Figura controversa mas ‘incontornável’, como agora se diz.
Esta edição portuguesa, que comprei a um preço irrisório na Feira do Livro de Lisboa-2010, é da primeira metade da década de 60. Gostaria que houvesse uma edição revista e actualizada desta obra. Seria recomendável até em termos de mercado, pois Estaline continua a suscitar muita atenção dos leitores, em Portugal e vários outros países.
P. S. – Tem obviamente razão quanto ao L dobrado. Já rectifiquei.
E ainda perdem tempo com nomes destes.
A terra lhe seja leve como chumbo a este e a todos aqueles que ainda vivos lhe sigam o caminho quanto mais depressa melhor. Por aquilo que se vê por esta terra ainda existem por aí uns saudosistas da sinistra figura. De tanto falarem dele até parece que nem o diabo quer nada com ele. Os nossos saudosistas é que choram lágrimas sentidas por este benfeitor dos humildes, dos pobrezinhos … Tão sentidos que eles são, até dá pena ver tanto sofrimento. Mas vá lá, para aliviar esse desgosto lá fazem a festa todos os anos.
Aí se cantam hossanas ao pai dos pobres. Agora que o dito ZÉ… deve andar zangado lá isso deve, pois muitos dos indefectíveis seguidores, mudaram de casaco num abrir e fechar de olhos. Trocaram os sapatos velhos e as calças rotas, por caríssimos modelos das mais sofisticadas boutiques. Mandaram o null estalinista ás urtigas, pois sempre é melhor um almoço num restaurante de luxo, que umas batatas mal cosidas numa casa clandestina. O pior é que quem paga somos nós. Os nossos impostos. Será que esses seres não têm vergonha? Será que essa palavra ainda existe no nosso vocabulário?Para muitos existe.