Frases do ano (60)


jmmcc,

“A crise é o Governo; o Governo é a crise.”

Diogo Leite Campos, vice-presidente do PSD

9 comentários em “Frases do ano (60)”

  1. Esta é uma queda proverbial de Diogo Leite de Campos, a das frases que lhe saem à medida no momento preciso, discretamente corrosivas (já como professor assim era).
    Pode chegar a ser completamente letal (mas para quem consiga acompanhar a coisa, claro 🙂
    Tolo?! Deixem-me rir!!! Conheço-lhe muitos atributos – e é extensa a lista. Mas esse é decisivamente um dos que jamais a ninguém de juízo ocorreria formular a seu respeito!

  2. Caro João Carvalho, com este esclarecimento, fica o assunto encerrado. Pela minha parte, claro está.
    A expressão por mim utilizada no 1º comentário, não visava LC, como pessoa, até porque não o conheço o suficiente para, a esse nível, me pronunciar e, mesmo que o conhecesse, não tinha o direito de o qualificar enquanto pessoa. É verdade que o modo usado para me expressar está longe de ser o mais correcto, donde o poder ser tido como deselegante e até inconveniente. Culpa minha. “Me poenitet “.
    Fique, pois, claro que o qualificativo usado, ainda que reportado ao autor visava a afirmação que, essa sim, não pode ser levada a sério, pois não é mais que um exercício de retórica lamentável. De facto, a levar-se a sério, ter-se-ia de perguntar a LC, por que razão o seu partido (o PSD) não tomou ainda a iniciativa patriótica de pôr o Governo a andar e por que razão deixou fugir a oportunidade para o fazer, ao não votar a moção de censura apresentada pelo PCP. É que se o Governo é crise (e vice-versa) todas as oportunidades são boas para acabar com a crise e há que aproveitá-las: caído o Governo, morta a crise, uma nova época de prosperidade teria surgido pela mão do PSD. O país ter-se-ia rendido ao partido benemérito. Estranhamente, porém, o PSD não avança. Por falta de sentido patriótico, ou porque, nem para o seu partido, as afirmações de LC fazem qualquer sentido ?
    Resumindo: o João Carvalho está no seu direito de achar que a afirmação de LC vale ouro e por isso dá-lhe o relevo de “frase do ano”. Igual direito tenho eu a a atribuir-lhe o valor de pechisbeque e a considerá-la como merecedora do título de “anedota do ano”. Dá para ficarmos quites ?

    1. A ironia da primeira resposta que V. me mereceu estava à vista. Quanto ao seu comentário, até me pareceu totalmente legítimo, se quer que lhe diga, independentemente de eu concordar ou não.
      Já no que respeita à série «Frases do ano», há-de verificar que não tem sido propriamente dedicada a afirmações de grande valor: tem havido de tudo, prevalecendo o aspecto porventura inesperado (negativo ou positivo, ridículo ou profundo) de cada uma.
      É muito difícil indisporem-me, Francisco: quem anda nestas lides tem de saber lidar com prós e contras (salvo seja). Como, de resto, aqui http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/2176006.html já estava provado.
      Um abraço.

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