Ceci n’est pas un post (13)


Ana Vidal,

Imaginação

 

Invento-te, sim. Quero-te ainda interrogação, ainda mistério, ainda e sempre desafio. Dispo-te as peles que usas, uma a uma, para vestir-te aquela que teci para ti. O meu olhar atravessa os muros que ergueste à tua volta, inúteis esconderijos a espicaçar-me a aventura da descoberta. Vejo-te à luminosa transparência da imaginação. Dou-te asas leves: voa! Dou-te olhos atentos: vê! Dou-te uma rota segura: a que te trará de volta um dia, ágil condor que atravessou montanhas e desertos para se encontrar e me encontrou, afinal.

 

(Imagem: René Magritte)

10 comentários em “Ceci n’est pas un post (13)”

  1. Sem palavras:

    ” Estas pessoas vieram para aqui para morrer”

    Frase dita: Pela dona do lar clandestino da Caparica.

  2. Caro Artur Mendes, eu sei que o assunto de que fala é muito sério e trágico, e até lhe dou toda a razão. Mas não resisto a dizer-lhe: por muita imaginação que eu tenha (a imaginação é o mote deste post), não consigo perceber a relação do seu comentário com o meu texto.

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