«Fui colega de Fernando Pessa na RTP. O Fernando não merecia esta ofensa por parte de gente sem escrúpulos, sem dignidade, sem amor ao próximo. O Fernando tinha uma grande preocupação: a sua cidade de Lisboa. Lutava diariamente (porque nem sempre conseguia) por uma equipa de reportagem – operador de imagem, assistente, operador de som, assistente e motorista – para sair para a rua.
O Fernando tinha sempre consigo uma agenda, que me mostrou por diversas vezes, onde ia inserindo uma lista de anomalias e lacunas em Lisboa. Muitas vezes andei com ele no seu belo Rover porque éramos vizinhos. Umas vezes ele dava-me boleia e outras levava-o no meu carocha.
O Fernando merecia que a Câmara de Lisboa mantivesse o museu porque trabalhou para o bem de Lisboa como poucos. Muito mais do que muitos que hoje usufruem chorudos salários na Câmara e que nada fazem a não ser praticar a arte de bem almoçar e jantar à conta… de alguém.»
Do nosso leitor João Severino. A propósito deste texto do João Carvalho.


«A arte de bem almoçar e jantar à conta», como diz o João, e de fechar museus e enterrar memórias.
Olá João,
Acho que és mesmo tu?? Eu, o Pedro, o Vasco o Pedro Santos, andamos desesperados à tua procura.
“Caninha verde…responde com brevidade para nos juntarmos como nos velhos tempos em Macau.
Beijos
Também acho que sou mesmo eu… se fores mesmo tu.
Estou nos Açores e vocês estão todos convidados.
Beijos para ti e abraços a todos.
(Espero que dês mais notícias. Temos de trocar contactos.)
Obrigado pelo destaque, Pedro. É uma honra e grande satisfação. “E esta, heim?…” (direito de autor: Fernando Pessa)