Foi melhor assim


Pedro Correia,

No dia do arranque da campanha para o Europeu de 2012, Portugal acaba de empatar (4-4) em casa contra a modesta selecção de Chipre, 99ª no ranking da FIFA. Nas bancadas do estádio de Guimarães, apenas nove mil pessoas – o menor número de assistentes aos jogos da equipa das quinas dos últimos anos, o que diz tudo sobre o divórcio entre os portugueses e a selecção. O presidente da Federação esteve ausente do estádio, por doença. O seleccionador esteve ausente do banco, por castigo. O “melhor jogador do mundo” esteve ausente de Portugal, por lesão. A defesa portuguesa parece ter emigrado para parte incerta. Num jogo cheio de opções tácticas erradas (a utilização simultânea de dois médios defensivos, por exemplo), onde só o regressado Ricardo Quaresma teimou em escapar à mediocridade, a equipa parecia tremer como varas verdes cada vez que os cipriotas ultrapassavam a linha do meio campo. O empate, que soa a derrota, diz tudo sobre o estado actual do nosso futebol, palco de intensas batalhas campais fora das quatro linhas. Com o beneplácito do Governo em geral e do secretário de Estado do Desporto em particular.

No dia em que morreu o grande José Torres, recordado aqui pelo nosso Sérgio, a memória do que foi outrora o futebol português, tão bem personificado pelo ‘Bom Gigante’, merecia outra exibição e outro resultado. Mas foi melhor assim. Para que ninguém alimente ilusões de qualquer espécie.

7 comentários em “Foi melhor assim”

  1. A TAP já disponibilizou o seu Serviço Manutenção para reparar o piloto automático da Air Selecção Madail & Queiroz…
    Não vá haver problemas no voo para Oslo!

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