Permite-me que discorde também. Sofrer, sofremos todos, uns mais que outros mas sofrer assim, ver alguém decair à nossa frente, assistir impotente a um sofrimento atroz, ver alguém aprisionado no seu próprio corpo muda a nossa perspectiva da dimensão do sofrimento e, por isso, sofrer assim devia ser proibido. Fugir ao sofrimento? Não sei como.
O actor que mais me fazia rir, sem recorrer à ordinarice. O actor que não morreu, apenas mudou de sítio. Deixem-me abusar do vosso sítio para deixar as minhas condolências à família enlutada. Kanimambo por teres existido António! Um dia nos encontraremos. Estejas onde estiveres serás sempre lembrado.
Com o muito que não sei e o pouco que sei, retiro os dois exemplos que posso: – o comportamento excepcional dele durante a doença; – o comportamente tenebroso das revistas negras a que alguns convencionaram chamar cor-de-rosa.
Conheci este rapaz ainda adolescente, quando era condiscípulo e companheiro de paródia dos meus filhos. Não dava nada por ele, na altura. Como nos enganamos!
É verdade Leonor…mas apenas para alguns…
Justa lembrança deste mendigo da vida, para quem todos os segundos, minutos, horas, dias, meses era ouro, até tudo findar.
Como ele próprio dizia, devemos aproveitar todos os tempos da vida, como se fosse o fim.
Que ele possa continuar por onde vai passar, na mesma alegria, e com o mesmo riso…
Sorte daqueles que a partir de agora vão partilhar essa vida num outro estado de ” existência “.
“Sofrer devia ser proibido”.
Permita-me que discorde.
Os únicos a quem não é permitido sofrer são os mortos. Não vai faltar hoje quem diga: “Ao menos, já não sofre, coitadinho”.
Não há que gostar de sofrer; mas fugir dele ou recusar a sua presença é simplesmente negar-se a viver.
Life is pain; no pain, no life.
Permite-me que discorde também. Sofrer, sofremos todos, uns mais que outros mas sofrer assim, ver alguém decair à nossa frente, assistir impotente a um sofrimento atroz, ver alguém aprisionado no seu próprio corpo muda a nossa perspectiva da dimensão do sofrimento e, por isso, sofrer assim devia ser proibido. Fugir ao sofrimento? Não sei como.
O actor que mais me fazia rir, sem recorrer à ordinarice. O actor que não morreu, apenas mudou de sítio. Deixem-me abusar do vosso sítio para deixar as minhas condolências à família enlutada. Kanimambo por teres existido António! Um dia nos encontraremos. Estejas onde estiveres serás sempre lembrado.
Com o muito que não sei e o pouco que sei, retiro os dois exemplos que posso:
– o comportamento excepcional dele durante a doença;
– o comportamente tenebroso das revistas negras a que alguns convencionaram chamar cor-de-rosa.
Conheci este rapaz ainda adolescente, quando era condiscípulo e companheiro de paródia dos meus filhos. Não dava nada por ele, na altura. Como nos enganamos!
Tem razão, José, e fica-nos bem reconhecer isso.
Impressionou-me a notícia. Era um bom homem. Está ele já em descanso. Andamos mal nós que lhe sentimos a falta.
Cumpts.