Não sei a que textos em concreto alude João Galamba, por interposto militante socialista da Amadora, para sustentar em abstracto que este blogue devia pedir desculpa ao primeiro-ministro. Será este, em que sublinho a presunção de inocência de José Sócrates enquanto aproveito para lembrar aos mais esquecidos que o actual chefe do Governo ascendeu a secretário-geral do PS na sequência de acusações não comprovadas contra o antecessor, Eduardo Ferro Rodrigues, numa clara demonstração de que a política tem horror ao vácuo? Será este, em que refiro a necessidade de explicações do primeiro-ministro, reafirmando a sua presunção de inocência? Será este, em que se anota que o Presidente da República considerou o caso Freeport um “assunto de Estado”? Ou este, que comenta a tardia demissão do procurador Lopes da Mota após a pena de suspensão que lhe foi imposta pela secção disciplinar do Conselho Superior do Ministério Público no termo do processo disciplinar instaurado pelo procurador-geral da República por pressões sobre os investigadores?
Não ignoro que é mais fácil, para um deputado da nação, criticar blogues do que atacar o Chefe do Estado ou o procurador-geral Pinto Monteiro a propósito do caso Freeport. Até por isso, agradeço antecipadamente a resposta.

Ainda ontem vi o jovem Galamba na RTPn e dei por mim a pensar como ele é bem um fruto do socretinismo em todo o seu esplendor. Aleluia!
Ora bem.
Nma coisa concordo com ele: Podem, “todos, ficar à espera e sentados.” Pela parte que me toca assim ficarão, tal como todos os portugueses à espera das desculpas de Sócrates pelo estado calamitoso deste país.
Eu, entretanto, espero sentado pelo esclarecimento que pedi ao blogger-deputado, Leonor. Sob pena de ter de voltar ao assunto, noutros termos menos cordiais.
“Bravissimo”. E “Bis”, porque nunca é demais discorrer sobre este tema!
Obrigado, Chloé. Entretanto, continuo à espera da resposta ao repto que dirigi ao deputado do PS, tão diligente a disparar em abstracto contra outros blogues e tão lento a descer ao concreto, quando para isso é confrontado. Por via das dúvidas, vou esperando sentado.