Árbitros empurram Alemanha e Argentina para os quartos-de-final. Tudo dito num título que resume exemplarmente a vergonhosa actuação das equipas de arbitragem do Alemanha-Inglaterra e do Argentina-México. Antes tivessem sido arbitrados pelo Olegário Benquerença.
A ver o Mundial (9)
Pedro Correia,

É sabido que os portugueses, num jogo de futebol, estão sobremaneira preocupados com o desempenho da equipa de arbitragem, considerando secudários os desempenhos das duas outras equipas.
Os árbitros desses dois jogos cometeram erros, é verdade. Mas é falso que eles tenham empurrado as equipas vencedoras, as quais teriam chegado às respetivas vitórias de qualquer forma. As vitórias alemã e argentina foram concludentes e seladas com golos limpos e de grande mérito.
Tem razão. No entanto, esquece-se de que:
1) No momento em que a Inglaterra, por Lampard, marcou o 2-2, estava a jogar de forma claramente superior à Alemanha. É possível que aquele golo, a ser validado e a restabelecer a igualdade, tivesse mudado completamente o resto do jogo. Claro, não o sabemos, e o que fica são aqueles dois contra-ataques mortíferos dos alemães.
2) Até marcar o golo por fora de jogo, a Argentina estava a limitar-se a trocar a bola entre os seus jogadores no meio-campo. Aquele golo, e a palhaçada que se seguiu (a conversa do árbitro com o fiscal de linha, etc), terão condicionado muito o resto do jogo: desconcentrando a selecção mexicana, obrigando-a a subir mais, a tomar mais riscos, etc. Claro que o último golo do Tevez é extraordinário.
O que quero dizer é: sim, tanto a Alemanha como a Argentina mereceram ganhar, mas os erros de que beneficiaram acabaram por desequilibrar ambos os jogos. Posto isto, espero que nos quartos de final a Alemanha massacre a Argentina.
O Lavoura não deve ter visto os jogos. Estes dois erros das equipas de arbitragem são grosseiros, escandalosos, inadmissíveis numa fase final de um Campeonato do Mundo. Por muito menos – por infinitamente menos – os árbitros são praticamente ‘lapidados’ pela opinião pública em Portugal.
O golo – que devia ter sido validado – de Lampard poria o resultado num empate (2-2), permitindo aos ingleses virar o jogo. Seria determinante, com toda a probabilidade, até em termos psicológicos.
O golo de Tevez – que abriu caminho à vitória argentina – ocorreu quando havia ainda 0-0 e numa fase do encontro em que o México estava a dar excelente réplica, superiorizando-se em diversos lances aos argentinos.
Em qualquer dos casos, a incompetência das equipas de arbitragem influiu claramente nos resultados.
Não perceber isto é não perceber nada.
Eu o que questiono é se, depois do erro de arbitragem de que a seleção inglesa foi vítima, a Federação Inglesa de Futebol não mudará radicalmente de ideias e não passará a ser a favor de chips eletrónicos na bola, ou até da confirmação televisiva das decisões do árbitro… É que isso são ideias que há muito andam a ser ventiladas mas os ingleses, que dominam os comités que estabelecem as regras do futebol, têm sido quem sistematicamente se opõe a elas… agora talvez mudem de opinião…
Esse tema, caro Luís, é um tema que vale bem a pena debater.
Se repararmos bem, a maneira de fiscalizar um jogo de futebol nada ou pouco mudou desde a sua “invenção”.
E desde esses primórdios o quanto não avançou a humanidade?
O Homem pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança…………excepto no futebol, curioso não é?
É. E está mal. Como se viu pela incrível qualificação da França, em vez da Irlanda. E como todo o Mundo percebeu, a França não tinha categoria mínima para disputar esta fase final. Uma vergonha.
Nada, mas mesmo nada de nada, justifica tamanhos erros grosseiros dos árbitros.
Ninguém sabe ou tem capacidade de saber o que aconteceria se eles tivessem anotado com correcção os lances polémicos, mas que seria algo diferente isso é humanamente possível sabê-lo.
Num espaço de horas, o que aconteceu, é uma vergonha irremediável para a classe.
E ninguém pede desculpa? ninguém confessa que errou? assume o erro? pelo menos o Thierry henry assumiu que meteu a bola na baliza com ajuda da mãozinha.
Pois. Mais valia não ter metido a mãozinha. Escusava a França de ter feito a tristíssima figura que fez.