Publicidade a quanto obrigas (1)


Ana Vidal,

 

Não, “dóna” Fernanda, não quero saber como se hidrata no dia-a-dia.

E muito menos tenciono pagar para isso, como sugere.

Nem quero imaginar onde teria de introduzir o cartão…

 

45 comentários em “Publicidade a quanto obrigas (1)”

    1. Obrigada, João. Vou trazer aqui anúncios que considero muito bons ou péssimos. Este, por exemplo, acho-o completamente idiota. Quem é que sabe ainda o que é uma carpideira, a não ser talvez nos países árabes?

          1. Pode – é simples, e retiro uma ou outra referência algo “politicamente incorrecta”: é a história de um tipo que foi ao funeral do irmão, passando o tempo todo a chorar e a lamentar-se, dizendo “ai o meu mano, ai o meu mano”. Mas a dada altura tem de sair, e pede ao amigo que o acompanhava para ficar no seu lugar. O amigo acede, e começa, num pranto: “ai o mano dele, ai o mano dele.”

          2. Ainda bem que a anedota é essa. Há uma que não tem a ver com as carpideiras, mas que também serve para aqui. Um pai avarento morre, leva todo o dinheiro que tinha numa gaveta do caixão. Os filhos choram a morte do progenitor. O mais velho, sabendo que o pai , avarento, levava todo o dinheiro consigo, diz aos irmãos que vai passar um cheque ……. e troca o cheque pelo dinheiro. Macabra ? Como todas as carpideiras.

      1. Ana, penso que, apesar de não ter expressão real, esse é um conceito ainda muito enraizado nas zonas rurais do país.

        1. Percebo o que diz, Sílvia, e conheço bem a província para saber que a figura ainda existe. Mas não como profissão, caramba! Enfim, acho de mau gosto. E se era para ter graça, a qualidade do humor ronda o zero.

          1. Concordo claro! Apenas me referia ao conceito, não à publicidade, que não estou a identificar… Mas do que é dado a conhecer pela Ana diria que a qualidade do humor ronda mesmo os negativos.

          2. Afinal tratava-se de publicidade… :))
            É verdade, Ana Vidal, nunca percebi essa “mensagem” no MB. No entanto achava-a de um mau gosto atroz. Já vi que vou gostar de seguir essa sua nova série, Ana Vidal. No ano passado, por esta altura, também gostei de seguir a “silly season”, penso que era assim que se chamava a série:))
            ( a legenda da foto está o máximo – pois,”hidratações” há muitas, eheh)

          3. Concordo. E a sugestão da palavra não é muito feliz, sobretudo se é para vender água.

            Obrigada, Maria Ema. Espero que goste desta, que vai sair a um ritmo incerto. Quem avisa…
            🙂

  1. Uma boa surpresa esta série! Não sou uma pessoa muito atenta à publicidade. A genialidade de alguma atrai de forma intensa. Por outro lado, a bestialidade publicitária expressa na completa ausência de criatividade também não deixa de surpreender quando é notada, colocando-nos a questão: como é possível tal proeza?!!

  2. Gostava de sugerir o anúncio da pizza extra queijo para uma apreciação aqui no blog da vizinha :))))
    Já agora, uma saudação especial pela presença no P. Rolo Duarte!

    1. Obrigada, vizinho. Esse é dos bons, para mim, além de estar tecnicamente muito bem feito. Mas eu não quero fazer grandes textos de análise nesta série, é mais um toca-e-foge ao meu estilo preguiçoso, com o humor como desculpa…

      E seja muito bem-vindo a esta humilde casa! Gosto de vê-lo por aqui.
      🙂

  3. Mas que cena mais descabelada. Estava aqui a pensar com os meus botões a que produto se destinava a publicidade. Entretanto já percebi que se trata de água engarrafada… será que a coisa resulta?

  4. De um modo geral, a publicidade “fabricada” em Portugal está ao nível daqueles a quem é destinada, os portugueses, os que enchem os carrinhos de lixo nos hipermercados. Um asco.

    A que é apresentada no post consegue vencer toda a que é feita aos telemóveis. Não há um anúncio que se aproveite. O castigo que lhes dou é não comprar qualquer produto cuja publicidade seja estúpida e de mau gosto.

    Até nisto, o país atingiu o inqualificável.

  5. Boa série, Ana. Esta publicidade nem é das que me mais choca agora aquela a um instituto de línguas com esse mito dos ‘macho men’ portugueses Zezé Camarinha é do piorio. Caso precisasse de um instituto de línguas aquele seria liminarmente eliminado.

  6. bom, se calhar sou eu que me contento com pouco…mas no anuncio com a carpideira (ao refrigerante Aquarius , da Coca-Cola ) penso que o problema será na passagem que há, de 1clip de vídeo na TV , para 1 imagem estática, na maquina de multibanco. Eu acabo por sorrir sempre, quando no fim a d. Fernanda diz que ela (e as colegas dela) vão sempre felizes, (ou satisfeitas ?) todos os dias pró trabalho. Não consigo achar mau 1 anuncio que me faz sorrir. Acho engraçado também o anacronismo da coisa …mas quem adaptou isso para 1 anuncio no multibanco, não deve ter pensado muito no assunto.

    1. Rosa, o problema é que eu já não lhe achava graça na versão tv e acho esta ainda pior. Mas é uma questão de gosto, claro. Afinal não é água, é um produto da Coca Cola? Bem, a Coca Cola tem obrigação de fazer melhor.

  7. Não se ria se chore. E, que eu saiba, já não há carpideiras tradicionais. A haver são das lojas dos chineses, penso eu de que…

    :)))

    1. se calhar é por aí: se houvesse carpideiras profissionais ainda, elas beberiam Aquarius, para ficarem bem hidratadas-e fazerem o seu trabalho em boas condições 🙂

  8. Ana, começa muito bem esta série.
    Acho este anúncio deveras deprimente. A carpideira vai chorar num funeral, bebe a água e, de seguida, vai dançar folclore.
    Parabéns à cambada de idiotas que idealizou e aprovou esta ‘belezura’.

  9. Alguém percebe de publicidade por aqui? Não?! Pois natural, grande parte das pessoas não percebe. Este anúncio é um “Teaser”, que serve para as pessoas falarem sobre ele, para captar a atenção… e olhe que a Ana Vidal foi bem apanhada, embora não faça parte do público alvo, não deixa de ter a sua piada ter reparado no anúncio e mais do que isso ter-se dado ao trabalho de escrever sobre ele.
    Cumprimentos
    Jorge.

    1. Não…Ou melhor, percebo apenas e tão-só enquanto potencial consumidora de publicidade. Mas o “Teaser” (percebo um pouco mais agora) pode captar a atenção de forma positiva também ou a sua característica é mesmo destacar-se de forma algo irritante e incongruente? Causar repulsa ou admiração?

    2. Jorge, não é o caso. Fui durante anos copywriter em agência e ainda o faço esporadicamente, como free-lancer. Desconhecia que a campanha nos Multibancos é um teaser, porque vi primeiro o spot completo na televisão. A minha crítica dirige-se ao conteúdo, que acho pateta e de mau gosto. É só a minha opinião, claro. Mas há uma coisa que sei: para que uma campanha resulte não basta que as pessoas falem nela, bem ou mal, é preciso que saibam de que produto se trata. Neste caso, eu tinha uma vaga ideia de que era uma água engarrafada, e pelos vistos não é.

  10. Este anúncio é completamente idiota, faltando-lhe dois dos ingredientes essenciais, em minha opinião, para que possa ser eficaz: ser inteligente e ter humor. Há vários anos, uma boa amiga minha que trabalhava numa agência de publicidade, arranjava-me sempre umas entradas à borla para a apresentação dos Leões de Ouro do Festival de Cannes e posso garantir que foram sempre das melhores horas, das mais divertidas, que alguma vez pude passar em frente a um écran. Alguns dos anúncios apresentados eram de tal forma bons e expressivos que, sendo mesmo falados em línguas completamente incompreensíveis para mim (checo, dinamarquês, sueco, holandês, etc.), faziam-me, mesmo assim, rir até às lágrimas.

    1. Durante anos não falhei um único desses festivais, Luís. São uma verdadeira inspiração para quem está no meio. Claro que aquilo é a nata da publicidade. De alguns ainda me lembro como se fosse hoje.

  11. Carpideira, Ana, é profissão que me parece um tanto démodée. Já a de Figurante está muito na ordem do dia, e é provável que só não seja ainda paga (e bem paga) por excesso de oferta. ;-D

    1. And yet, querida Luísa, tanto que temos para carpir nos tempos que correm…
      Mas tem razão no que toca aos figurantes: é o que não falta nos enterros, sobretudo se forem de gente famosa.
      🙂

      1. Boa. Como ao contrário de ti não tenho um ouvido nada apurado, essa tua série tem sido para mim uma revelação. Nem sempre a comento, mas leio tudo e oiço tudo com muito interesse.

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