Obrigada, João. Vou trazer aqui anúncios que considero muito bons ou péssimos. Este, por exemplo, acho-o completamente idiota. Quem é que sabe ainda o que é uma carpideira, a não ser talvez nos países árabes?
Pode – é simples, e retiro uma ou outra referência algo “politicamente incorrecta”: é a história de um tipo que foi ao funeral do irmão, passando o tempo todo a chorar e a lamentar-se, dizendo “ai o meu mano, ai o meu mano”. Mas a dada altura tem de sair, e pede ao amigo que o acompanhava para ficar no seu lugar. O amigo acede, e começa, num pranto: “ai o mano dele, ai o mano dele.”
LOL. Essa é a essência de uma carpideira, realmente. 🙂
Ainda bem que a anedota é essa. Há uma que não tem a ver com as carpideiras, mas que também serve para aqui. Um pai avarento morre, leva todo o dinheiro que tinha numa gaveta do caixão. Os filhos choram a morte do progenitor. O mais velho, sabendo que o pai , avarento, levava todo o dinheiro consigo, diz aos irmãos que vai passar um cheque ……. e troca o cheque pelo dinheiro. Macabra ? Como todas as carpideiras.
Ana, penso que, apesar de não ter expressão real, esse é um conceito ainda muito enraizado nas zonas rurais do país.
Percebo o que diz, Sílvia, e conheço bem a província para saber que a figura ainda existe. Mas não como profissão, caramba! Enfim, acho de mau gosto. E se era para ter graça, a qualidade do humor ronda o zero.
Concordo claro! Apenas me referia ao conceito, não à publicidade, que não estou a identificar… Mas do que é dado a conhecer pela Ana diria que a qualidade do humor ronda mesmo os negativos.
Penso que é um anúncio a uma marca de água engarrafada, Sílvia. Mas nem sei qual.
Afinal tratava-se de publicidade… :)) É verdade, Ana Vidal, nunca percebi essa “mensagem” no MB. No entanto achava-a de um mau gosto atroz. Já vi que vou gostar de seguir essa sua nova série, Ana Vidal. No ano passado, por esta altura, também gostei de seguir a “silly season”, penso que era assim que se chamava a série:)) ( a legenda da foto está o máximo – pois,”hidratações” há muitas, eheh)
Concordo. E a sugestão da palavra não é muito feliz, sobretudo se é para vender água.
Obrigada, Maria Ema. Espero que goste desta, que vai sair a um ritmo incerto. Quem avisa… 🙂
Uma boa surpresa esta série! Não sou uma pessoa muito atenta à publicidade. A genialidade de alguma atrai de forma intensa. Por outro lado, a bestialidade publicitária expressa na completa ausência de criatividade também não deixa de surpreender quando é notada, colocando-nos a questão: como é possível tal proeza?!!
Gostava de sugerir o anúncio da pizza extra queijo para uma apreciação aqui no blog da vizinha :)))) Já agora, uma saudação especial pela presença no P. Rolo Duarte!
Obrigada, vizinho. Esse é dos bons, para mim, além de estar tecnicamente muito bem feito. Mas eu não quero fazer grandes textos de análise nesta série, é mais um toca-e-foge ao meu estilo preguiçoso, com o humor como desculpa…
E seja muito bem-vindo a esta humilde casa! Gosto de vê-lo por aqui. 🙂
Mas que cena mais descabelada. Estava aqui a pensar com os meus botões a que produto se destinava a publicidade. Entretanto já percebi que se trata de água engarrafada… será que a coisa resulta?
De um modo geral, a publicidade “fabricada” em Portugal está ao nível daqueles a quem é destinada, os portugueses, os que enchem os carrinhos de lixo nos hipermercados. Um asco.
A que é apresentada no post consegue vencer toda a que é feita aos telemóveis. Não há um anúncio que se aproveite. O castigo que lhes dou é não comprar qualquer produto cuja publicidade seja estúpida e de mau gosto.
Boa série, Ana. Esta publicidade nem é das que me mais choca agora aquela a um instituto de línguas com esse mito dos ‘macho men’ portugueses Zezé Camarinha é do piorio. Caso precisasse de um instituto de línguas aquele seria liminarmente eliminado.
bom, se calhar sou eu que me contento com pouco…mas no anuncio com a carpideira (ao refrigerante Aquarius , da Coca-Cola ) penso que o problema será na passagem que há, de 1clip de vídeo na TV , para 1 imagem estática, na maquina de multibanco. Eu acabo por sorrir sempre, quando no fim a d. Fernanda diz que ela (e as colegas dela) vão sempre felizes, (ou satisfeitas ?) todos os dias pró trabalho. Não consigo achar mau 1 anuncio que me faz sorrir. Acho engraçado também o anacronismo da coisa …mas quem adaptou isso para 1 anuncio no multibanco, não deve ter pensado muito no assunto.
Rosa, o problema é que eu já não lhe achava graça na versão tv e acho esta ainda pior. Mas é uma questão de gosto, claro. Afinal não é água, é um produto da Coca Cola? Bem, a Coca Cola tem obrigação de fazer melhor.
se calhar é por aí: se houvesse carpideiras profissionais ainda, elas beberiam Aquarius, para ficarem bem hidratadas-e fazerem o seu trabalho em boas condições 🙂
Ana, começa muito bem esta série. Acho este anúncio deveras deprimente. A carpideira vai chorar num funeral, bebe a água e, de seguida, vai dançar folclore. Parabéns à cambada de idiotas que idealizou e aprovou esta ‘belezura’.
Alguém percebe de publicidade por aqui? Não?! Pois natural, grande parte das pessoas não percebe. Este anúncio é um “Teaser”, que serve para as pessoas falarem sobre ele, para captar a atenção… e olhe que a Ana Vidal foi bem apanhada, embora não faça parte do público alvo, não deixa de ter a sua piada ter reparado no anúncio e mais do que isso ter-se dado ao trabalho de escrever sobre ele. Cumprimentos Jorge.
Não…Ou melhor, percebo apenas e tão-só enquanto potencial consumidora de publicidade. Mas o “Teaser” (percebo um pouco mais agora) pode captar a atenção de forma positiva também ou a sua característica é mesmo destacar-se de forma algo irritante e incongruente? Causar repulsa ou admiração?
Jorge, não é o caso. Fui durante anos copywriter em agência e ainda o faço esporadicamente, como free-lancer. Desconhecia que a campanha nos Multibancos é um teaser, porque vi primeiro o spot completo na televisão. A minha crítica dirige-se ao conteúdo, que acho pateta e de mau gosto. É só a minha opinião, claro. Mas há uma coisa que sei: para que uma campanha resulte não basta que as pessoas falem nela, bem ou mal, é preciso que saibam de que produto se trata. Neste caso, eu tinha uma vaga ideia de que era uma água engarrafada, e pelos vistos não é.
Este anúncio é completamente idiota, faltando-lhe dois dos ingredientes essenciais, em minha opinião, para que possa ser eficaz: ser inteligente e ter humor. Há vários anos, uma boa amiga minha que trabalhava numa agência de publicidade, arranjava-me sempre umas entradas à borla para a apresentação dos Leões de Ouro do Festival de Cannes e posso garantir que foram sempre das melhores horas, das mais divertidas, que alguma vez pude passar em frente a um écran. Alguns dos anúncios apresentados eram de tal forma bons e expressivos que, sendo mesmo falados em línguas completamente incompreensíveis para mim (checo, dinamarquês, sueco, holandês, etc.), faziam-me, mesmo assim, rir até às lágrimas.
Durante anos não falhei um único desses festivais, Luís. São uma verdadeira inspiração para quem está no meio. Claro que aquilo é a nata da publicidade. De alguns ainda me lembro como se fosse hoje.
Carpideira, Ana, é profissão que me parece um tanto démodée. Já a de Figurante está muito na ordem do dia, e é provável que só não seja ainda paga (e bem paga) por excesso de oferta. ;-D
And yet, querida Luísa, tanto que temos para carpir nos tempos que correm… Mas tem razão no que toca aos figurantes: é o que não falta nos enterros, sobretudo se forem de gente famosa. 🙂
Boa. Como ao contrário de ti não tenho um ouvido nada apurado, essa tua série tem sido para mim uma revelação. Nem sempre a comento, mas leio tudo e oiço tudo com muito interesse.
Esta série promete! Que excelente começo 🙂
Obrigada, João. Vou trazer aqui anúncios que considero muito bons ou péssimos. Este, por exemplo, acho-o completamente idiota. Quem é que sabe ainda o que é uma carpideira, a não ser talvez nos países árabes?
Bom, há sempre aquela velha anedota do “ai o mano dele, ai o mano dele…” 🙂
Não conheço, João. Pode ser contada aqui? 🙂
Pode – é simples, e retiro uma ou outra referência algo “politicamente incorrecta”: é a história de um tipo que foi ao funeral do irmão, passando o tempo todo a chorar e a lamentar-se, dizendo “ai o meu mano, ai o meu mano”. Mas a dada altura tem de sair, e pede ao amigo que o acompanhava para ficar no seu lugar. O amigo acede, e começa, num pranto: “ai o mano dele, ai o mano dele.”
LOL. Essa é a essência de uma carpideira, realmente.
🙂
Ainda bem que a anedota é essa. Há uma que não tem a ver com as carpideiras, mas que também serve para aqui. Um pai avarento morre, leva todo o dinheiro que tinha numa gaveta do caixão. Os filhos choram a morte do progenitor. O mais velho, sabendo que o pai , avarento, levava todo o dinheiro consigo, diz aos irmãos que vai passar um cheque ……. e troca o cheque pelo dinheiro. Macabra ? Como todas as carpideiras.
Ana, penso que, apesar de não ter expressão real, esse é um conceito ainda muito enraizado nas zonas rurais do país.
Percebo o que diz, Sílvia, e conheço bem a província para saber que a figura ainda existe. Mas não como profissão, caramba! Enfim, acho de mau gosto. E se era para ter graça, a qualidade do humor ronda o zero.
Concordo claro! Apenas me referia ao conceito, não à publicidade, que não estou a identificar… Mas do que é dado a conhecer pela Ana diria que a qualidade do humor ronda mesmo os negativos.
Penso que é um anúncio a uma marca de água engarrafada, Sílvia. Mas nem sei qual.
Afinal tratava-se de publicidade… :))
É verdade, Ana Vidal, nunca percebi essa “mensagem” no MB. No entanto achava-a de um mau gosto atroz. Já vi que vou gostar de seguir essa sua nova série, Ana Vidal. No ano passado, por esta altura, também gostei de seguir a “silly season”, penso que era assim que se chamava a série:))
( a legenda da foto está o máximo – pois,”hidratações” há muitas, eheh)
Concordo. E a sugestão da palavra não é muito feliz, sobretudo se é para vender água.
Obrigada, Maria Ema. Espero que goste desta, que vai sair a um ritmo incerto. Quem avisa…
🙂
Uma boa surpresa esta série! Não sou uma pessoa muito atenta à publicidade. A genialidade de alguma atrai de forma intensa. Por outro lado, a bestialidade publicitária expressa na completa ausência de criatividade também não deixa de surpreender quando é notada, colocando-nos a questão: como é possível tal proeza?!!
Essa é a grande magia da publicidade. E o grande perigo…
Gostava de sugerir o anúncio da pizza extra queijo para uma apreciação aqui no blog da vizinha :))))
Já agora, uma saudação especial pela presença no P. Rolo Duarte!
Obrigada, vizinho. Esse é dos bons, para mim, além de estar tecnicamente muito bem feito. Mas eu não quero fazer grandes textos de análise nesta série, é mais um toca-e-foge ao meu estilo preguiçoso, com o humor como desculpa…
E seja muito bem-vindo a esta humilde casa! Gosto de vê-lo por aqui.
🙂
Mas que cena mais descabelada. Estava aqui a pensar com os meus botões a que produto se destinava a publicidade. Entretanto já percebi que se trata de água engarrafada… será que a coisa resulta?
Tenho sérias dúvidas, Ariel. Mas já não digo nada…
De um modo geral, a publicidade “fabricada” em Portugal está ao nível daqueles a quem é destinada, os portugueses, os que enchem os carrinhos de lixo nos hipermercados. Um asco.
A que é apresentada no post consegue vencer toda a que é feita aos telemóveis. Não há um anúncio que se aproveite. O castigo que lhes dou é não comprar qualquer produto cuja publicidade seja estúpida e de mau gosto.
Até nisto, o país atingiu o inqualificável.
Não concordo, fernando. Acho que se faz excelente publicidade em Portugal, e também muito má. Como nos outros países, aliás.
Boa série, Ana. Esta publicidade nem é das que me mais choca agora aquela a um instituto de línguas com esse mito dos ‘macho men’ portugueses Zezé Camarinha é do piorio. Caso precisasse de um instituto de línguas aquele seria liminarmente eliminado.
Ah, adivinhaste. Esse vai passar por cá, é limpinho.
🙂
não havia necessidade de tal publicidade.
Também acho.
bom, se calhar sou eu que me contento com pouco…mas no anuncio com a carpideira (ao refrigerante Aquarius , da Coca-Cola ) penso que o problema será na passagem que há, de 1clip de vídeo na TV , para 1 imagem estática, na maquina de multibanco. Eu acabo por sorrir sempre, quando no fim a d. Fernanda diz que ela (e as colegas dela) vão sempre felizes, (ou satisfeitas ?) todos os dias pró trabalho. Não consigo achar mau 1 anuncio que me faz sorrir. Acho engraçado também o anacronismo da coisa …mas quem adaptou isso para 1 anuncio no multibanco, não deve ter pensado muito no assunto.
Rosa, o problema é que eu já não lhe achava graça na versão tv e acho esta ainda pior. Mas é uma questão de gosto, claro. Afinal não é água, é um produto da Coca Cola? Bem, a Coca Cola tem obrigação de fazer melhor.
Não se ria se chore. E, que eu saiba, já não há carpideiras tradicionais. A haver são das lojas dos chineses, penso eu de que…
:)))
se calhar é por aí: se houvesse carpideiras profissionais ainda, elas beberiam Aquarius, para ficarem bem hidratadas-e fazerem o seu trabalho em boas condições 🙂
Fraquinho, Rosa…
🙂
Ora aí está: uma carpideira comprada numa loja dos chineses tinha mais graça.
Ana, começa muito bem esta série.
Acho este anúncio deveras deprimente. A carpideira vai chorar num funeral, bebe a água e, de seguida, vai dançar folclore.
Parabéns à cambada de idiotas que idealizou e aprovou esta ‘belezura’.
Também o acho pateta, Virgínia, como já disse.
Alguém percebe de publicidade por aqui? Não?! Pois natural, grande parte das pessoas não percebe. Este anúncio é um “Teaser”, que serve para as pessoas falarem sobre ele, para captar a atenção… e olhe que a Ana Vidal foi bem apanhada, embora não faça parte do público alvo, não deixa de ter a sua piada ter reparado no anúncio e mais do que isso ter-se dado ao trabalho de escrever sobre ele.
Cumprimentos
Jorge.
Não…Ou melhor, percebo apenas e tão-só enquanto potencial consumidora de publicidade. Mas o “Teaser” (percebo um pouco mais agora) pode captar a atenção de forma positiva também ou a sua característica é mesmo destacar-se de forma algo irritante e incongruente? Causar repulsa ou admiração?
Jorge, não é o caso. Fui durante anos copywriter em agência e ainda o faço esporadicamente, como free-lancer. Desconhecia que a campanha nos Multibancos é um teaser, porque vi primeiro o spot completo na televisão. A minha crítica dirige-se ao conteúdo, que acho pateta e de mau gosto. É só a minha opinião, claro. Mas há uma coisa que sei: para que uma campanha resulte não basta que as pessoas falem nela, bem ou mal, é preciso que saibam de que produto se trata. Neste caso, eu tinha uma vaga ideia de que era uma água engarrafada, e pelos vistos não é.
Este anúncio é completamente idiota, faltando-lhe dois dos ingredientes essenciais, em minha opinião, para que possa ser eficaz: ser inteligente e ter humor. Há vários anos, uma boa amiga minha que trabalhava numa agência de publicidade, arranjava-me sempre umas entradas à borla para a apresentação dos Leões de Ouro do Festival de Cannes e posso garantir que foram sempre das melhores horas, das mais divertidas, que alguma vez pude passar em frente a um écran. Alguns dos anúncios apresentados eram de tal forma bons e expressivos que, sendo mesmo falados em línguas completamente incompreensíveis para mim (checo, dinamarquês, sueco, holandês, etc.), faziam-me, mesmo assim, rir até às lágrimas.
Durante anos não falhei um único desses festivais, Luís. São uma verdadeira inspiração para quem está no meio. Claro que aquilo é a nata da publicidade. De alguns ainda me lembro como se fosse hoje.
Carpideira, Ana, é profissão que me parece um tanto démodée. Já a de Figurante está muito na ordem do dia, e é provável que só não seja ainda paga (e bem paga) por excesso de oferta. ;-D
And yet, querida Luísa, tanto que temos para carpir nos tempos que correm…
Mas tem razão no que toca aos figurantes: é o que não falta nos enterros, sobretudo se forem de gente famosa.
🙂
Muito promissora, esta série (mais uma). Começaste da melhor maneira, Ana. Este parece-me ser um caso de estudo de publicidade pimba. Venham mais.
Virão mais. Não é difícil encontrar publicidade pimba por aí. Mas tamb+em hei-de trazer boa publicidade, de vez em quando.
Anúncio mais parvo é realmente difícil. (Boa série. Mas a outra já acabou? Hope not)
Não, com a outra ainda a procissão vai no adro, mas os posts tomam-me mais tempo do que nesta. Amanhã sai um das coincidências.
Boa. Como ao contrário de ti não tenho um ouvido nada apurado, essa tua série tem sido para mim uma revelação. Nem sempre a comento, mas leio tudo e oiço tudo com muito interesse.