Feriados e pontes


Sérgio de Almeida Correia,

“A Igreja foi ultimamente ofendida e humilhada e o dr. César das Neves posto num transe de perpétua fúria. Só num ponto não se tocou: no ponto crucial em que a Igreja protege a irresistível madracice do indígena“.

 

Vasco Pulido Valente assina hoje um texto notável sobre os nossos feriados e a forma como a Igreja e a República convivem nesta matéria. Como sou mais um dos que podendo fazer pontes normalmente não as faz, fico particularmente à-vontade para aconselhar a leitura do texto do articulista do Público.

8 comentários em “Feriados e pontes”

  1. Eu também li e concordo com ele, mas estou convencido que o número de horas que se perdem à espera, ultrapassa de longe o número das perdidas com os feriados. Espera-se pelo chefe, pelo patrão, pelo encarregado, pelo médico; espera-se nas bichas da Seg. Social, do Serv de Emprego, das Finanças, da C.M., do tribunal. Ninguém chega a horas e quando um se atraza, provoca um atrazo em cadeia: os operários estão parados à espera do capataz que ainda não chegou porque está à espera do encarregado, que por sua vez está à espera do engenheiro, que se atrazou porque o fiscal não apareceu ainda porque o vereador está à espera de receber instruções do Presidente da Câmara que se vestiu a rigor para receber o Primeiro Ministro que anunciou chegar às 9 horas, mas que já são 11 e nem novas nem mandadas.

    1. Em Portugal é chique chegar-se tarde. O primeiro ministro marca para as 9 e chega às onze, como poderão os outros contradizer o PM . O capataz chega tarde, como poderá o Engº chegar antes do capataz, não é de bom tom. Neste País quase é crime trabalhar-se. Ainda bem que há excepções, há quem trabalhe, muito e há quem seja pontual, sempre. Queremos que este país avance ? Progrida ? Que consiga ultrapassar a crise? Então reduzam os feriados e sobretudo acabem com as pontes e tolerâncias de ponto. Quando todos estiverem de acordo nisto…então teremos um pais que pensa em sair da crise. (o pensa foi de propósito),

  2. Assim de repente, os feriados são feriados e considerados como tal há muito. Religiosos ou políticos ou apenas festivos.
    Temos muitos? Temos os que temos.
    Agora o que se pode perfeitamente atacar e ainda por cima poupar, sem dúvida alguma, é nas benditas tolerâncias de ponto. Este mês de Maio, em plena crise assumida ou não – o mundo muda tanto em três semanas, que já não me recordo se estávamos ou não em crise – houve tolerâncias de ponto para todos os gostos.
    Para o comum dos mortais, que quisesse ir ver o Papa, teria de meter um dia de férias. E por aí fora, sem excepção.
    Pontes, conheço a da Arrábida e a de D. Luiz.
    Mas o mais grotesco nisto tudo é que, não há muitos anos, na Sexta-Feira Santa havia tolerância de ponto a seguir ao almoço. Depois, passou a ser feriado. Depois, como já era feriado, passou a haver tolerância de ponto na quinta-feira de tarde (penso que é só de tarde).
    Provavelmente, acabará um dia por ser feriado e logo depois, tolerância de ponto na quarta-feira.
    Não somos anedóticos?
    Ou somos todos cegos?
    Fala-se em prejuízo?
    Não há mesmo tolerância a mais?

  3. Não sei como são as pontes de VPV mas as minhas são todas descontadas nos dias de férias. Não são dias de trabalho que se perdem, apenas se troca de dia.

  4. Por acaso não é verdade essa de Portugal ter mais feriados… Não vou contar com os ‘doze capitães de São Marino ‘. Só aqui ao lado: são feriados nacionais, locais, regionais. o da Imaculada 8 Dezembro dá quantos dias? A Páscoa comprida óptima para o turismo português. quantos dias são?
    Horários de verão na maioria das empresas: depois das três adeus. No comum tente contactar depois das cinco e meia para o colega espanhol no local de trabalho…
    Só falta que a crise é por causa dos feriados ‘a mais’… Ainda recordo à vinte anos na Universidade de Colúmbia um colega meu fazer uma tese sobre ‘ tempo de lazer’ o século vinte e um seria o século do lazer (conquistado).
    Triste!

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