“Despacho n.º 8346/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18
Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria-Geral
Requisita à empresa Deloitte & Touche, Lda., António José Oliveira Figueira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro.”
Uma vez mais, a realidade imita a ficção: Portugal é um país de Oliveiras Figueiras. Oliveira Figueira é precisamente o nome de um dos 12 – doze! – motoristas do primeiro-ministro, um homem que aprecia o jogging matinal mas não dispensa viatura sequer para as deslocações entre o Largo do Rato, onde por vezes há reuniões nocturnas do PS, e o seu apartamento na estratégica Rua Braancamp, situado a cerca de 500 metros.
Pormenor interessantíssimo: este Oliveira Figueira é requisitado a uma empresa que dá pelo magnífico nome de ‘Deloitte & Touche’. Também digno de banda desenhada. “Com mil milhões de macacos”, como diria o velho capitão Haddock.


Não há saco. Deixa-me repetir, senão rebento: não há saco.
Experimenta dizer em “inglês técnico”, que serve para acalmar um pouco: there is no bag.
Of course there is a bag: a big blue one!
O que me vale é o sentido de humor, já que este país se tornou numa sátira.
Os motoristas do primeiro-ministro são certamente pessoas muito desenrascadas: tão depressa ele os manda guiar pela esquerda como pela direita.
vi no corta-fitas, que foram 13 despachos com treze nomeações… é muito motorista junto.
São doze, Daniel. Tantos como os apóstolos.
vou roubar.
12 motoristas?!!!! num país do nosso tamanho?!!!
Espèce d’analphabète diplômé! E não me dirijo ao chauffeur…
Se calhar é já a pensar no futuro. Alguns deles podem reconverter-se em maquinistas do TGV, linha Poceirão-Madrid.
Anotem, por favor, que eu vou DEFENDER Sócrates: em rigor, estas contratações de motoristas, mesmo que algo excessivas, são para o “gabinete” do PM, e não para o PM propriamente dito. Eu não sei quantas pessoas trabalham no “gabinete”, mas se forem 50 e 12 precisarem de motorista, não ficaria tão chocado.
Abraços!
Anota, por favor, que eu vou criticar a empresa ‘Delitte & Touche’: como puderam eles deixar partir um motorista chamado Oliveira (da) Figueira?
Obs: não é ‘Delitte’, é ‘Deloitte’. Mas deixei estar a gralha. Assim tem mais graça. E adequa-se mais a um blogue chamado ‘Delitte d’ Opinion’ (em francês técnico).
Isto não é francês técnico, Pedro.
É “Eanês”!!
Em inglês sensato, e não técnico, seria: “Delete” them all. The twelve.
Já tinha recebido um mail com este Despacho.
Comentei, quando mo mandaram, que o PM estará a imitar o falecido Álvaro Cunhal, o qual, foi-me contado por um dos seus camaradas, mudava três vezes de carro e motorista no trajecto entre Lisboa e Coimbra.
O nosso PM estará a seguir o mesmo raciocínio.
E a urgência era tanta que até se “comeram” o “o” Delloite.
Francamente, e recorrendo à banda desenhada, e prefiro a expressão “Por Toutatis, por Beleno”!!
O ‘o’ foi comido por mim, Pedro. Mas soube-me a pouco.
Por acaso não sabem a que empresa se poderia requisitar o “John, o chauffer russo”, não?
Provavelmente a esta hora já foi requisitado também pelo gabinete do primeiro-ministro.
(viva, muito gosto em vê-la outra vez por cá)