Estas linhas de Aura Miguel reflectem bem o que vai na alma de muitos católicos depois da inenarrável declaração do Presidente Cavaco Silva a justificar as meias-tintas da promulgação do casamento entre pessoas do mesmo sexo. É evidente que o Patriarcado e a Conferência Episcopal não vão, por agora, fazer comentários destes. Mas a seu tempo lá virão. Nada de novo, portanto.
Crente envergonhado
Sérgio de Almeida Correia,

A PALHAÇADA AFINAL CONTINUA… DEIXO-VOS A NOTICIA DA LUSA: Lisboa, 24 mai (Lusa) Dirigentes do FC Porto jantam na quinta feira com deputados da Assembleia da República, no restaurante do Edifício Novo, informou hoje a deputada socialista Rosa Maria Albernaz. No habitual jantar de final de temporada, com início às 20:00, a delegação do FC Porto será encabeçada por Pinto da Costa, presidente portista, que estará acompanhado de elementos do elenco diretivo, bem como de Sardoeira Pinto, presidente da Mesa da Assembleia Geral, e de Vítor Baía, director de Relações Externas
Acho que V. já foi avisado: nada de GRITOS aqui.
Sem dúvida! Nada que não questionemos desde então, apesar de acreditar até ao último momento.
E vindo de Aura Miguel …
Sem mais palavras.
Há muito – pelo menos desde 1995, já lá vão 15 anos – que Cavaco faz parte do problema.
Tenho muitas dúvidas de que alguma vez ele fosse parte da solução.
Este tacticismo vergonhoso revela que Cavaco Silva faz política da pior maneira possível – através da manha, da falta de princípios, da ausência de verticalidade e do facto consumado.
Pobre e triste país, aquele que tem uma criatura destas como referência ética e de seriedade.
Em aditamento, esclareço que nem sequer sou católico.
Concorde-se ou não com a questão de fundo, é certíssima esta crítica à atitude do Presidente, aliás bem ilustrativa da totalidade do seu mandato. Um homem tíbio, vacilante nos momentos decisivos, aparentando uma ausência total de convicções, defraudando o eleitorado que o colocou em Belém, incapaz de dizer a palavra certa no momento certo. Basta lembrar o discurso que fez no dia 25 de Abril, falando das potencialidades do mar, com a brutal crise das finanças públicas a bater-nos à porta. Lamentável.