Primeira incursão à Feira do Livro de Lisboa. Cumprindo um ritual iniciado ainda na década de 70. Uma vez mais, vou em busca de pechinchas – e também de obras raras, nos pavilhões dos alfarrabistas, que me parecem em maior número este ano. Começo pela Antígona, uma das minhas editoras de eleição: trago de lá George Orwell – uma biografia política, de John Newsinger. Orwell sempre foi um dos meus escritores preferidos, nunca me canso de ler qualquer obra escrita por ele ou sobre ele. E surge a surpresa: com esta compra ganho outro livro como brinde – Jerónimo e Eulália, de Graça Pina de Morais, uma escritora hoje muito esquecida. Chama-se a isto saber fazer marketing literário.
E que mais? Da Relógio d’ Água, trago Al-Qaeda e o significado de ser moderno (John Gray). Da Europa-América, dois policiais de Ruth Rendell, uma das minhas autoras favoritas no género: O Ferrão da Morte e Um Novo Sopro de Morte (menos de cinco euros o par).
Abasteço-me ainda com os inevitáveis títulos da Colecção Vampiro, para completar a minha colecção – desta vez, O Ouro da Evasão (Frank Gruber) e Lemmy Caution e os Agentes Duplos (Peter Cheyney). Já na zona dos alfarrabistas, descubro Amor numa Rua Escura, um livro de contos de Irwin Shaw, e Sábado à Noite, Domingo de Manhã, de Alan Sillitoe (recentemente falecido), o romance em que se baseou um dos melhores filmes britânicos de todos os tempos, realizado por Karel Reisz em 1960 e protagonizado por Albert Finney. Se o livro for tão bom como o filme, posso desde já defini-lo com uma palavra: inesquecível.


Vou lá amanhã, pela primeira vez este ano. Também adoro vasculhar pechinchas na Feira do Livro e encontro sempre livros a preços incríveis, sobretudo de poesia (que vende pouco e por isso chega sempre aos “saldos”).
Obrigada pela dica do filme, que nunca vi. Vou procurar.
Há muitos livros, aos mais variados preços. Um euro, dois euros, três euros. Livros antigos em óptimo estado e a preços tentadores. Basta ter alguma paciência.
E há tudo o resto. O magnífico cenário, único na Europa. Gente amiga que não víamos há muito e que de repente encontramos entre dois pavilhões. Os “famosos” que dão autógrafos ou cavaqueiam com leitores, reais ou virtuais. E a ginjinha de Óbidos, com chocolate, que este ano está a fazer grande sucesso.
Ó diabo, com essa da ginjinha de Óbidos é que me mataste. Acho que vou mais cedo do que pensava, afinal…
🙂
Ehehe. Ainda nos cruzamos por lá.
Tenho saudades da Feira. Da pesca sem ideias prévias. E dos alfarrabistas… Ah, dos alfarrabistas então nem é bom falar. Tenho saudades.
Ainda há dias encontrei lá, inesperadamente, um livro do meu avô. Falarei disso aqui.
Já estou à espera que contes isso.
Eu também.