Bruxelas é o local ideal para anunciar aos portugueses a quebra de uma promessa eleitoral – mais uma deste governo “socialista”, recordista absoluto na falta de cumprimento da palavra dada aos eleitores. Entre a vitória do Benfica no campeonato e a chegada do Papa: manda a cartilha que a colher de óleo de fígado de bacalhau seja ministrada entre duas sessões de desenhos animados, como sabemos da mais remota infância, muito antes da invenção do termo spin doctor.
Não interessa, para o caso, que o primeiro-ministro tenha garantido, no tom peremptório de sempre, que os impostos não subiriam. Em Janeiro, em Abril e já em Maio. As promessas de Sócrates valem o que valem: nada. O programa eleitoral que o PS apresentou nas legislativas de Setembro fica bem emoldurado numa vitrina da ala dedicada às obras de ficção da Biblioteca Nacional. Foi subscrito pelo líder socialista com a mesma liberdade criativa dos relatos de Fernão Mendes Pinto, embora com muito menos talento literário. Não se pode ter tudo.


Meu caro, estamos à beira do colapso da economia, e ainda vem falar de pormenores como “promessas eleitorais”?
Hoje estamos à beira do colapso económico. Há sete meses, quando os portugueses foram a votos, vivíamos no melhor dos mundos. É como diz: para Sócrates, as promessas eleitorais são irrelevâncias.
Caro Pedro, está enganado! Ou está enganado ou a fotografia está trocada. A fotografia, foi tirada quando Sócrates gritava ” Benfica Campeão “. Ah! Ah! Ah! Ah1
Só um anónimo teria a coragem de vir com esta. As promessas eleitorais têm meio ano; era suposto que o governo soubesse, melhor do que ninguém, tudo sobre o colapso.
O anónimo talvez estivesse a ser irónico, compadre. Apesar de os anónimos não primarem pela ironia.
A não ser que o irónico estivesse a ser anónimo, compadre.
Promessas eleitorais com meio ano? E antes destas ultimas eleições? São já demasiado longe? POR acaso o nosso PM já acertou alguma?
Por isso mesmo. Já estou a dar de barato e a fingir que não me lembro.
Por isso mesmo, no comentário mais acima, brinco com o Pedro (desculpe, Pedro, mas é a única forma que encontro e que ainda não paga imposto)
Brinque à vontade,Zé Parafuso. É das poucas coisas, de facto, que ainda não paga imposto…
As promessas eleitorais são irrelevantes para quem quer que esteja no poder! Aliás, em 99% das vezes qualquer promessa seja ela de que tipo for, prometida por quem quer que seja, passa a irrelevante logo que se obtém o que se pretende! E faltar a promessas em situações de crise extrema, não parece tão grave assim, a não ser claro que a falta seja do Eng. Sócrates!
Leu o texto? A promessa de não aumentar impostos, designadamente o IVA, foi reiterada em Janeiro, Abril e já em Maio.
O programa eleitoral que o PS apresentou nas legislativas de Setembro fica bem emoldurado numa vitrina da ala dedicada às obras de ficção da Biblioteca Nacional.
Que grande frase, Pedro!
Espero que lá na Biblioteca não me tomem à letra, João. A obra não merece vitrina.
E que tal uma “instalação” envolvendo a dita obra e um triturador de papel?
Seria uma pena que isso acontecesse. Perdia-se uma obra fundamental do humorismo português das últimas décadas.
Nas ultimas eleições já toda a gente devia saber que o verdadeiro significado o programa do PS é exactamente o contrario do que lá está escrito.
Diga isso à Leonor, vizinha desta caixa de comentários.
Caríssimo,
Não era a Teresa Ribeiro que dizia ontem que ir para o Marques era saudável em tempos de crise?
Ficamos conversados.
Boa semana a todos,
Não me lembro de a Teresa Ribeiro ter referido qualquer Marques. Seria Marques Mendes?
O Marquês, homem, o de Pombal. Aquele que correu atrás dos Jesuítas para agora.. Adiante.
Do edifício do DN até se vê bastante bem…
Ah, esqueci-me do cartaz!
:-p
Gostei de ver tantos benfiquistas a comemorar no Marquês. Precisamente junto à estátua do leão.
Gostei do estado em que deixaram a praça, tanto lixo esmagado que na segunda seguinte ao contorna-la mais parecia uma picada…
Aproveitando a distracção geral o Sr. Ministro das Finanças, cobardemente, foi de pantufas e enfiou um aumento de impostos. Porque é que não foram antes pular para o Ministério no Terreiro do Paço ?
Estamos conversados.
Este arrisca-se a ser o comentário da semana, caro Alfacinha (pouco) Desconhecido.
Caríssimo,
Nem pense nisso! Tenho a certeza de que outros fazem e farão muito melhor que eu.
Forte abraço a todos do Delito,
Igualmente, (Des)conhecido.
Read my lips, but nor my mind?
Foi só mais uma mentira, Pedro. Nada de novo.
Lembra-me o Groucho Marx: “Não gostam das minhas convicções? Arranjo já outras.”
Nem mais. Mas com a pequena diferença de que o Grouxo tinha graça.
Ah, pois. Mas o genuíno. Não o nosso ex-leitor que partiu à caça de gambuzinos e nunca mais voltou.
Se calhar foi caçado. Ele próprio era um gambuzino.