Ao assistir a um pedaço do debate sobre casamentos homossexuais na RTP-1, nunca tantas vezes em tão pouco tempo ouvi a expressão «sexo oposto». Oponho-me terminantemente a este conceito e aproveito para declarar definitiva e solenemente a todas as mulheres da Terra (e às marcianas, se ainda houver algumas) que, na parte que me toca, não pertenço ao sexo oposto. Sou diferente de todas elas, sim, mas nunca me opus a isso. Bem pelo contrário: sempre me senti tão próximo quanto me tem sido permitido…
Oponho-me à oposição!
jmmcc,

Concordo consigo.
Oponho-me a sexo oposto e a sexo aposto.
Não é uma questão de oposição ou aposição, é uma posição.
Pois é.
E eu também! Meu caro João, então tu ainda não percebeste que aquela gente fala de sexo oposto, porque são todos do “contra”? Opõem-se a tudo e a todos e se nós formos a favor, ele são do contra e vice-versa. Como dizes, e muito bem, no teu magnífico post anterior sobre este mesmo assunto, (que, se puder, comentarei também), eles querem uma coisa às 2ªs, 4ªs e 6ªs e o contrário disso às 3ªs, 5ª e Sábados. E, possívelmente, nem descansarão aos Domingos, porque vão reservá-lo para algo de diferente em relação às duas opções anteriores. O debate de ontem à noite foi, como aliás é habitual, pobre, e não trouxe nada de novo. E então com moderadores como alguns que integravam o painel, é que não vamos lá! Irritante até à adstringência, aquela senhora (não sei se era jurista, mas sei,sim, que era do “sexo opsto”) queria ser, à viva força, a estrela do debate. A este tipo de postura sou, na realidade, oposto, e não faz o meu “género”, nem o “género oposto”, ou seja, tem o “genero dos anjos”… Talvez seja uma das marcianas que referiste.
De acordo: aquela senhora a que te referes é realmente do sexo oposto. Oposto a tudo o que se deseja. Num debate com aquele nível, não poderia haver regra sem excepção. E ela estava ali a representar a excepção.
Aliás, ninguém ali ficou por representar. Até a proposta de Sócrates relativa ao tema estava representada pelo próprio debate. O curiosoé que nem o próprio Sócrates sabia que aquela proposta era serviço público…