O coelhinho.


vidabreve,

 

Enquanto o professor César das Neves brandia o Velho Testamento para exorcizar decotes na Católica, as mulheres portuguesas tratavam da vida com a sensatez habitual.

 

Cronologia: no Sexo e a Cidade, Miranda oferece um exemplar à sua amiga Charlotte. Esta é assolada por transportes infinitos, começa a viver em reclusão espasmódica e telefona para a Maria, para a Nova Gente e para todo o corpo redactorial da revista Happy. O assunto anima os boudoirs da capital e alastra a meia parvónia com a celeridade de uma divisão panzer. As Cátias e as Carinas não largam a internet. O comércio electrónico envia embalagens cartonadas sem remetente aos confins do Rebordelo e às palhotas de Miranda do Douro. The Rabbit vende tanto como the Rubik.

 

Tudo isto se fez nas vossas barbas, amigos, e agora é tarde demais: não lessem tantos blogues.

 

Aos cavalheiros que se abespinham com o PEC até de madrugada e suspiram pelas gravatas pastel de Pedro Passos Coelho, recordo o sábio aviso da tia de Birre: lá em casa fode-se às quartas — quem está, está; quem não está, estivesse.

21 comentários em “O coelhinho.”

  1. Saberás tu explicar-me o que está dentro daquela secção transparente, mais ou menos a meio do roedor, em forma de bolinhas coloridas em degradés de rosa? Parecem-me ovos, mas, que eu saiba, os coelhinhos não são ovíparos…

    (acho-te graça, Luís: de vez em quando, lanças um post-atoarda para animar as hostes, que consegue acordar até os mais sonolentos!)

    1. Ana, se calhar sou um bocadinho provocador.
      Aquelas bolas são vibratórias e julgo que explodem quando encontram o ponto G, para aumentar os índices de prazer. Tudo cientifico.

      1. Ah! Então essas bolinhas devem ser as únicas a saber onde se encontra essa espécie de Eldorado feminino. Tenho de me informar melhor sobre estes coelhinhos, tão inteligentes. E duram, duram, duram?
        😉

  2. Além de relapso, o senhor nada tem de provocador. é simplesmente vulgar. o que para mim não há pior defeito. mas como está na sua casa, quem quer fica quem não quer sai.

    1. Perdoe os meus modos Ariel; as regras da boa sociedade não são fáceis para quem trabalhou desde menino na indústria metalo-mecânica. Tive que crescer sozinho, entre gente bruta e experiências pouco formativas.

      1. Não nasci em berço de ouro, os meus pais têm a 4ª classe. Conheço muito boa gente que trabalhou desde menino na industria metalo-mecânica e que não deu em pseudo libertário. Em todo caso, por respeito a pessoas que muito prezo neste blogue, e como não sou de rancores, aceito as suas explicações. Sei que tem blogue pessoal, que me parece o local indicado para dar expressão a esta sua veia, de que aliás nada tenho contra, mas não aqui.

        1. Cara ariel, como tem dificuldade com as ironias vou explicar o seguinte devagarinho.

          Este post teve vários comentários. As pessoas que se manifestaram (e só escrevo sobre essas) parecem ter achado alguma graça ao seu conteúdo.

          O que a leva a crer, principalmente quando mais ninguém exprimiu qualquer desconforto, que pode decidir o que eu publico ou deixo de publicar aqui?

          Apelo ao seu sentido do ridículo. Quanto à expressão “pseudo libertário”, a que se soma o ápodo de “vulgar” do comentário anterior — peço-lhe que controle as qualificações antes que a conversa azede.

    2. Ariel, o “relapso” leva-me a crer que há mais posts sobre o assunto. Poderia ter a gentileza de me mandar os links? É que neste coelhito não gosto muito da côr.

  3. Sim, “não lessem tantos blogues”!!
    É uma questão de prioridades, não é?
    Post que capta a atenção até dos mais distraídos, espera-se!
    A reflectir…Eheh

  4. Lá na minha é ao domingo de manhã, antes de ir à missa! Eh, e às vezes lá vai uma à 4.ª, antes de dormir……..mas a coisa já não é o que era!

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